Arquitetura italiana no Batel: pedra, pátio e jardim no TREVI
O TREVI Batel, na Rua Hermes Fontes, 597, traz da Itália o pátio interno, a pedra e um jardim com plantas dos imigrantes italianos de Curitiba.

O TREVI Batel, na Rua Hermes Fontes, 597, a uma quadra do Shopping Pátio Batel, é organizado em duas torres baixas de 6 pavimentos, Marmo e Rocca, cada uma em volta de um pátio aberto. São 26 residências de 200 a 706 m², em obras, com entrega prevista para 2026. A referência é a arquitetura italiana, e o projeto escolheu dela três coisas: o pátio, a pedra e o jardim.
O que a Itália deixou
A arquitetura italiana atravessou o período romano, o medieval e o Renascimento, sempre em busca de proporção e harmonia. Dela vieram nomes como Brunelleschi, Michelangelo e Palladio, e elementos que o mundo inteiro copiou.
Fachadas ornamentadas. Em igrejas, palácios e prédios de governo, a fachada contava histórias com arcos, colunas, afrescos, frisos e esculturas em pedra.
Cúpulas. Marcaram o período romano e o Renascimento. As mais conhecidas são a de Brunelleschi, na Catedral de Florença, e a de Michelangelo, na Basílica de São Pedro, no Vaticano.
Pátios internos. O cortile é o pátio aberto no meio do edifício, comum em mosteiros e palácios. Com fontes, jardins, arcadas e colunatas, servia de refúgio, de lugar de encontro e de passagem entre as alas do prédio.
O pátio no TREVI
Dos três, o TREVI tomou o cortile como estrutura. Cada torre se organiza em volta de um átrio aberto, uma releitura dos pátios italianos. O sol entra por diferentes faces, e o vazio central favorece a ventilação natural cruzada. A meta de projeto é conforto térmico em 90% do tempo sem ar-condicionado.
A fachada não imita ornamento. O TREVI usa concreto aparente, e a referência italiana aparece no ritmo, nas proporções e nos materiais.
A pedra e a madeira
Os materiais vêm da mesma tradição. Os banheiros são revestidos de mármore travertino, as sacadas e terraços têm granito, as áreas íntimas recebem madeira engenheirada. Os banheiros master têm banheira freestanding.
A tradição do vinho também entrou no programa. No subsolo, uma cave reúne adegas climatizadas individuais, uma para cada apartamento. Os interiores e o apartamento decorado são da Suite Arquitetos.
O jardim dos imigrantes
O paisagismo é de Felipe Reichmann e se inspira nos jardins italianos, com fontes, jardineiras, muros com trepadeiras e arbustos de floração perfumada. A escolha das plantas mistura espécies nativas com espécies trazidas a Curitiba pelos imigrantes italianos: azaleia branca, gardênia, alamanda, jabuticabeira, pitanga, jasmim-estrela e uma horta com oliveiras.

O projeto luminotécnico, de Carlos Fortes, partiu das vilas italianas e trabalha luz e sombra para revelar as texturas à noite.
Curitiba tem bairro italiano, Santa Felicidade, e tem o Palácio Garibaldi. O TREVI leva essa memória para o Batel, num pátio aberto ao céu.
Veja o prédio em TREVI Batel.


