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O átrio na arquitetura: da casa romana ao TREVI Batel

Do pátio central da casa romana ao TREVI Batel, na Rua Hermes Fontes, 597: o que o átrio faz pela luz e pelo ar de um prédio.

O átrio na arquitetura: da casa romana ao TREVI Batel

No TREVI Batel, na Rua Hermes Fontes, 597, cada uma das duas torres se organiza em volta de um átrio aberto. O terreno tem 3.463 m² e 75 m de frente, e as torres, baixas e paralelas, têm 6 pavimentos e 26 residências no total. O átrio é o que segura o projeto, e a ideia tem mais de dois mil anos.

De onde vem o átrio

O átrio aparece nas antigas casas gregas e romanas como uma abertura central no teto, sobre um pátio. Era por ali que entravam a luz e o ar, numa casa voltada para dentro e fechada para a rua. O pátio também acolhia a vida da família.

Na Roma antiga, o átrio estava em prédios públicos e religiosos, muitas vezes cercado de arcadas. Mais tarde, chegou à entrada das igrejas bizantinas e das mesquitas. Ao longo dos séculos, ganhou cobertura de vidro, estrutura metálica, colunas e arcos. Por ser um espaço amplo e sem função fixa, deu aos arquitetos liberdade de forma e de material, para usos estruturais, decorativos ou funcionais.

Para que serve

A função original continua a principal: levar luz natural e ventilação para o miolo do edifício. Num átrio a céu aberto, o sol entra por mais de uma face e o ar circula, o que mantém os ambientes frescos.

No século 20, o átrio ganhou uma função social em prédios comerciais e corporativos, como hall e área de encontro. Também pode ser usado para captar água da chuva e para ligar o prédio ao exterior.

O átrio do TREVI

O TREVI parte da arquitetura italiana, e o átrio é a releitura dos pátios dos palácios e vilas. O vazio central deixa a luz entrar por diferentes faces e favorece a ventilação cruzada. A meta de conforto do projeto, com consultoria da Petinelli, é de 90% de conforto térmico sem ar-condicionado.

Na circulação íntima dos apartamentos, aberturas voltadas para o átrio trazem a luz e a vista do jardim para dentro. O pé-direito livre é de 2,80 m nas áreas sociais e íntimas.

Em volta dos átrios, a torre Rocca reúne unidades de 200 a 534 m², e a Marmo, de 260 a 706 m², incluindo o garden com piscina. Banheiros, cozinhas e áreas de serviço têm 2,60 m de pé-direito livre.

O átrio se liga aos jardins, à praça e aos halls de acesso. O paisagismo de Felipe Reichmann e o projeto de luz de Carlos Fortes trabalham o contraste entre luz e sombra, à maneira das vilas italianas.

Átrio visto de baixo, com palmeiras, paredes claras e céu aberto

O TREVI está em obras, com entrega prevista para 2026. O átrio que os romanos abriam no teto da casa, no TREVI, organiza duas torres.

Veja o prédio em TREVI Batel.

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