Bosco Verticale, o edifício de Milão que inspirou o BIOOS
Inaugurado em 2014 em Milão, o Bosco Verticale tem 480 árvores de grande porte. A ideia de prédio com floresta chegou ao BIOOS, no Alto da Glória.

Em 2014, Milão inaugurou o Bosco Verticale, duas torres residenciais com 114 metros de altura cobertas de árvores. Foi o primeiro prédio do mundo no estilo floresta vertical. Anos depois, a ideia de tratar a vegetação como parte da estrutura chegou a Curitiba no projeto do BIOOS, da Laguna, no Alto da Glória.
O que é o Bosco Verticale
O Bosco Verticale nasceu dentro de um projeto de reforma urbana na área de Porta Nuova, em Milão. Em vez de revestimento convencional, a fachada recebeu camadas de vegetação: 480 árvores de grande porte, 250 de pequeno porte, 5 mil arbustos e 11 mil gramíneas.
As varandas são grandes, escalonadas e salientes, e é nelas que as plantas crescem. A cobertura vegetal muda de cor com as estações, o que faz a fachada mudar ao longo do ano. O prédio tem sistema de irrigação autônomo e soluções de energia eólica e solar.
O efeito foi além do edifício. Segundo os administradores do complexo, a vegetação já atraiu mais de 1.600 espécies de pássaros e borboletas para uma região que antes era árida. Na arquitetura, a floresta vertical é usada para criar microclima, filtrar o ar e a luz do sol e abrigar biodiversidade no meio da cidade.
Do Bosco Verticale ao BIOOS
O BIOOS fica na Avenida João Gualberto, no Alto da Glória, e partiu de outra pergunta: como morar, trabalhar e cuidar da saúde no mesmo endereço quando a população envelhece. A resposta são duas torres. A BIOOS Home tem residências para o público 60+, e a BIOOS Health reúne consultórios dentro das normas da Anvisa, offices e áreas preparadas para um Centro de Diagnóstico por Imagem e um Hospital-Dia.
A herança do Bosco Verticale está no verde. O projeto previu fachadas verdes, árvores frutíferas e floríferas, espécies nativas e os Well Gardens, jardins pensados para a pausa e o convívio. A premissa é a mesma de Milão: a natureza tem poder de regeneração, e o prédio pode ser o lugar onde ela cresce.
Por dentro do BIOOS
O projeto teve consultoria em geroarquitetura de Flavia Ranieri. Isso aparece nos detalhes das unidades da BIOOS Home: botão S.O.S., tomada inteligente com desligamento automático para o fogão, sensor de fumaça na cozinha, exaustão mecânica no banheiro, portas com 1,10 m de largura, interfone com vídeo e fechadura eletrônica. Os moradores contam com assistência básica de saúde e serviços pay-per-use, como limpeza e organização das unidades.
Entre as torres fica o BIOOS Mall, uma galeria térrea com lojas, serviços e áreas de convivência. Ali a Laguna anunciou a parceria com a Família Farinha, padaria e delicatessen de Curitiba. Na torre Health, o spa Tereza Zanchi ficou responsável pelos tratamentos de estética e bem-estar, ao lado do rooftop e do espaço funcional. Na Home, há espaço gourmet e lounge externo.

O BIOOS foi projetado para buscar três certificações: o WELL, focado na saúde de quem ocupa o edifício, e o LEED e o GBC Condomínio, voltados à sustentabilidade. O complexo foi entregue em 2026.
Mais sobre o projeto em BIOOS.


