A cave de vinhos do TREVI Batel e a tradição italiana
No subsolo do TREVI Batel, cada apartamento tem sua adega climatizada numa cave com lounge e mesa de degustação. De onde vem essa tradição.

No subsolo do TREVI Batel, na Rua Hermes Fontes, 597, cada um dos 26 apartamentos tem a sua adega climatizada. Elas ficam numa cave de vinhos comum, com lounge, mesa de degustação, bancada com pia, decoração intimista e sistema de renovação de ar. É a forma que o projeto encontrou de levar para dentro do prédio um costume italiano.
O vinho na Itália

A Itália está entre os maiores produtores de vinho do mundo, e a tradição remonta ao Império Romano, quando a viticultura se espalhou pela península. Ao longo dos séculos, cada região desenvolveu técnicas próprias, moldadas pelo clima e pelo relevo, e é isso que explica a variedade de estilos do vinho italiano.
Um exemplo é o Brunello di Montalcino, tinto da Toscana, conhecido pelo equilíbrio entre sabor e acidez e pela versatilidade à mesa: vai com massas, queijos e carne vermelha.
Do Sul do Brasil a Curitiba

No Brasil, o vinho chegou com os portugueses. No Sul, a cultura se firmou com as famílias de origem italiana, que trouxeram o hábito de produzir e beber vinho. Ao longo do século 20, vinícolas surgiram na Serra Gaúcha e no Paraná.
Em Curitiba, durante muito tempo, o vinho foi colonial, feito com uvas de mesa. Com o tempo, o cultivo de uvas europeias passou a dar vinhos com potencial de guarda e estilo definido. Perto da capital, a Vinícola Araucária, em São José dos Pinhais, e a Vinícola Legado, na zona rural de Campo Largo, trabalham nessa linha.
Uma adega por apartamento

Na cave do TREVI, cada morador guarda a sua coleção em adega própria e climatizada, no subsolo, sem ocupar espaço em casa.
O lounge e a mesa de degustação fazem da cave também um lugar de encontro. A renovação de ar mantém o ambiente adequado para quem passa ali uma noite.
A Itália no resto do projeto
A cave é o ponto mais literal de uma referência que atravessa o prédio inteiro. O TREVI parte das construções italianas clássicas para captar ritmo, proporções e materiais. As duas torres foram desenhadas em volta de um átrio, pátio central e aberto usado há séculos na Itália para levar luz e ventilação aos interiores.
O paisagismo segue os jardins italianos, com plantas floridas, trepadeiras nos muros, arbustos de floração perfumada e jardineiras volumosas, além de espécies trazidas a Curitiba por imigrantes italianos. O projeto luminotécnico cita as vilas italianas, com cenários de luz e sombra nos átrios e nas sacadas.
São 26 residências de 200 m² a 706 m², entre elas um único garden. O TREVI está em obras, com entrega prevista para 2026.
Mais sobre o prédio em TREVI Batel.


