Como colecionar arte contemporânea: quatro galerias do Batel
Boiler, SIM, Teix e ARQ/ART: em 2018, quatro galerias a poucas quadras umas das outras no Batel eram o ponto de partida para colecionar arte em Curitiba.
Em 2018, quatro galerias de arte contemporânea funcionavam a poucas quadras umas das outras no Batel: a Boiler, na Alameda Presidente Taunay, 314; a SIM Galeria, na mesma alameda, no 130 A; a Galeria Teix, na Alameda Augusto Stellfeld, 1581; e a ARQ/ART, na Rua Coronel Dulcídio, 355. É o mesmo pedaço do bairro onde a Laguna construiu o ROC Batel e o LLUM Batel.
Para quem quer começar uma coleção, uma caminhada por essas quatro portas ensina mais que qualquer lista de dicas. Mesmo assim, algumas ajudam.
Comprar o que se quer ver todo dia
A arte existe para dizer alguma coisa: uma ideia, um pensamento, um conceito. O primeiro critério de quem coleciona é se reconhecer na obra, porque ela vai morar na parede da sala, e o colecionador vai passar por ela todas as manhãs.
O segundo critério é de mercado, e aí entra o galerista. É ele quem mostra a trajetória do artista, onde ele já expôs, quem o representa e como o valor das obras se comportou até ali. Uma compra boa costuma juntar as duas coisas: gostar e entender.
A obra não precisa combinar com o sofá
Um erro comum de quem começa é escolher a obra pela cor da almofada. Arte não precisa combinar com a decoração. O que dá para fazer é pensar o projeto de interiores junto com a coleção, para que a parede, a luz e os móveis deixem a obra respirar.
Quatro hábitos ajudam quem está começando:
- visitar exposições em museus e galerias com frequência;
- pesquisar sobre arte, porque é o conhecimento que separa compra de aposta;
- ficar perto dos galeristas, que dão acesso às obras e à informação;
- ler.
As quatro galerias do Batel
Boiler Galeria. Comandada pela artista Lívia Fontana, apresentava em 2018 obras originais, fotografias e gravuras de artistas brasileiros, escolhidos por uma curadoria que olhava para a técnica e para a originalidade.
SIM Galeria. Fica na Casa de Pedra, onde por anos funcionou a Galeria Simões de Assis. Laura e Guilherme Assis apostaram no conhecimento da família e abriram a SIM, com projeto arquitetônico limpo e uma agenda de exposições cheia.
Galeria Teix. Em 2018 completava 15 anos como estúdio de tatuagem contemporânea e galeria, com trabalhos autorais e eventos ligados à tatuagem e à arte contemporânea.
ARQ/ART Galeria. Está no circuito de Curitiba desde 2014. O objetivo declarado é fazer circular os trabalhos pelas conexões nacionais da galeria e ampliar o peso dos artistas da região no mercado brasileiro.
A parede vem antes da obra
Coleção pede parede, e parede é decisão de projeto. No ROC Batel, na esquina da Rua Francisco Rocha com a Avenida Visconde de Guarapuava, as 31 residências seguem o conceito Open Plan: a planta é aberta e o morador decide onde quer parede e onde não quer. O pé-direito livre de pelo menos 3 metros dá altura para obras grandes. Para quem coleciona, é a chance de desenhar a casa em volta das obras, e não o contrário.
A poucos passos dali, as quatro galerias de 2018 mostravam o mesmo: no Batel, arte e moradia ficam no mesmo quarteirão.
Veja os prédios: ROC Batel e LLUM Batel.


