Curitiba Mais Energia: as usinas solares da cidade
Os painéis do Palácio 29 de Março evitaram 70 toneladas de CO2 desde 2019. O que é o Curitiba Mais Energia e onde estão as usinas solares.

No Palácio 29 de Março, sede da Prefeitura de Curitiba, os painéis fotovoltaicos instalados em 2019 tinham evitado, até 2022, a emissão de 70 toneladas de CO2. A usina é uma das peças do Curitiba Mais Energia, o programa municipal de energia renovável.
O que é o Curitiba Mais Energia
O programa faz parte do PlanClima, o Plano Municipal de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas, lançado em 2020 com apoio da C40, a rede de grandes cidades pela liderança climática, que reúne cidades como Paris, Estocolmo, Nova York e Barcelona. A meta do PlanClima é tornar Curitiba neutra em carbono, resiliente e adaptada às mudanças climáticas até 2050.
O Curitiba Mais Energia é o braço de energia desse plano: incentiva a geração renovável na cidade, reduz a conta pública de eletricidade e corta emissões de gases de efeito estufa.
As usinas solares
A primeira etapa instalou painéis fotovoltaicos em prédios públicos conhecidos: a Galeria das Quatro Estações, no Jardim Botânico, o Salão de Atos do Parque Barigui e o próprio Palácio 29 de Março. A energia gerada vai para a rede de distribuição da Copel.
Em 2022, a prefeitura previa a instalação de sistemas fotovoltaicos nos telhados dos terminais de ônibus do Pinheirinho, do Boqueirão e de Santa Cândida, e na Rodoferroviária.
Energia solar na moradia popular
O Cohab Solar levou a ideia para a habitação de interesse social. As casas do programa habitacional recebem placas fotovoltaicas que transformam a energia do sol em eletricidade para uso doméstico, com economia na conta mensal dos moradores.
Curitiba Solar, no Parque Barigui
Para aproximar a população do tema, a prefeitura montou o Curitiba Solar no complexo do Instituto Municipal de Administração Pública (Imap), no Parque Barigui. O espaço é aberto a escolas, universidades e ao público em geral.
A miniusina no telhado tem 105 painéis solares e um sistema de baterias de lítio que armazena a energia e opera em coordenação com a rede da cidade. A energia acumulada também abastece um portal com recarga para veículos elétricos.

A cidade e os prédios
Em 2015, Curitiba apareceu como a cidade mais sustentável da América Latina no ranking de cidades sustentáveis da revista canadense Corporate Knights, que avaliou 50 cidades do mundo em 12 indicadores, entre eles mudança climática, uso do solo, qualidade do ar, transporte, água, resíduos e resiliência.
A geração solar também chegou aos residenciais. No VAZ Batel, na Avenida Vicente Machado, 1.056, a energia renovável cobre 50% do consumo das áreas comuns. No PINAH, no Bigorrilho, as placas fotovoltaicas atendem 100% da demanda das áreas comuns.
Uma usina no telhado da prefeitura e outra no telhado de um prédio residencial funcionam do mesmo jeito: o sol de Curitiba vira conta de luz menor.


