Design atemporal: o que faz um projeto da Laguna resistir ao tempo
A Galeria Laguna ganhou o iF Design Award em 2024 com vidro, policarbonato, granilite e concreto aparente. O que faz um projeto durar.

Em 2024, a Galeria Laguna recebeu o iF Design Award. O prédio, projeto do Estúdio 41 com mais de 1.000 m² na Avenida do Batel, 1713, tinha sido aberto em setembro de 2022 e foi premiado com materiais que não dependem de moda: vidro acidato, policarbonato alveolar, piso de granilite, concreto aparente e madeira.
É um bom ponto de partida para falar de design atemporal, aquele que continua fazendo sentido depois que a tendência do ano passa.
O que faz um projeto durar

Três escolhas aparecem em quase todo projeto que envelhece bem.
A primeira é o material. Revestimento, acabamento e mobiliário duráveis e bem executados resistem ao uso diário, adiam a reforma e, quando ela vem, permitem planejá-la sem pressa. Menos troca de piso e de bancada também quer dizer menos custo e menos entulho ao longo dos anos.
A segunda é uma base neutra. Branco, bege, cinza e tons de marrom acolhem a arquitetura em vez de competir com ela. Cor muito intensa em superfície permanente, como piso e parede, tende a cansar. Neutro não precisa ser monótono: a profundidade vem da textura, do tecido natural, do contraste entre o fosco e o acetinado.
A terceira é deixar a cor para o que se troca. Almofada, manta, obra de arte e objeto de design podem ser ousados porque saem de cena sem obra. A base fica, os detalhes acompanham as fases da casa.
A madeira atravessa as três regras: é material durável, tem tom neutro e aquece o ambiente sem pedir reforma.

A Galeria: uma caixa de luz

O desenho da Galeria Laguna é um volume puro, que funciona como uma caixa de luz. O pé-direito duplo dá escala. O vidro acidato e o policarbonato alveolar da israelense Danpal filtram a luz natural e deixam a fachada translúcida. No chão, granilite. Nas paredes, concreto aparente. No mobiliário, madeira, que equilibra o bruto da estrutura.
Nenhum desses materiais aponta para um ano específico, e é por isso que o prédio parece tão atual hoje quanto na inauguração.

ZAHI Taunay: material escolhido pelo envelhecimento
No ZAHI Taunay, em obras na Alameda Presidente Taunay, 261, a Bernardes Arquitetura tratou a durabilidade como critério de projeto. A fachada é ventilada, com painéis de material ultracompacto resistente a raios UV, manchas, fogo e abrasão. A fachada ventilada também melhora a eficiência energética e o conforto térmico das unidades. As esquadrias têm caixilhos insulados, que reduzem a amplitude térmica dentro de casa.

Por dentro, as paredes internas de drywall deixam a planta mais fácil de adaptar no futuro, sem quebra-quebra. O decorado do ZAHI, na Galeria Laguna, tem obras com curadoria da Galeria Simões de Assis.
Design atemporal, no fim, é uma conta de longo prazo: escolher hoje o que ainda vai estar bom quando a casa mudar de dono.
Veja o ZAHI Taunay e a Galeria Laguna.


