Galerias de arte contemporânea em Curitiba: do Batel ao Bigorrilho
A Zilda Fraletti, na Avenida do Batel, é a primeira galeria de arte contemporânea de Curitiba. O mapa de 2019 com Boiler, SIM, Tetra e Soma.
A Zilda Fraletti, na Avenida do Batel, 1750, é a primeira galeria de arte contemporânea de Curitiba. Em 2019, completava 34 anos. Na mesma avenida, no número 1713, fica desde setembro de 2022 a Galeria Laguna, onde a construtora recebe quem quer conhecer os seus prédios.
O Batel concentra boa parte das galerias da cidade. É também onde a Laguna construiu o ROC Batel e o LLUM Batel. O levantamento abaixo foi feito em fevereiro de 2019; endereço e acervo de galeria mudam, então vale confirmar antes da visita.
Zilda Fraletti
Além de expor artistas locais, nacionais e estrangeiros, a galeria oferece cursos de história da arte contemporânea e workshops. O acervo passa por pintura, gravura, desenho, fotografia, escultura e videoarte. Em 2019, entre os artistas representados estavam Ana Serafin e Bemgy.
Avenida do Batel, 1750, Batel.
Boiler Galeria
O foco são os artistas contemporâneos locais, dos que estão começando aos já estabelecidos, com exposições, performances, falas e palestras. A Boiler tem uma bandeira declarada: desmontar a ideia de que colecionar arte é coisa inacessível.
Em 2019, com quatro anos de atuação, a galeria já tinha participado da SP-Arte e da ArtRio e representava um grupo pequeno de artistas, entre eles Maya Weishof e Felipe Scandelari.
Alameda Presidente Taunay, 314, Batel.
SIM Galeria
A SIM trabalha com obras de movimentos artísticos a partir dos anos 1980, brasileiros e estrangeiros. Fica dentro da Casa de Pedra, adaptada para receber exposições em suportes variados. No acervo há obras do espanhol Isidro Blasco, conhecido por criar estruturas tridimensionais a partir de fotografias de cidades. A galeria mantém projetos educativos e tem também endereço em São Paulo.
Alameda Presidente Taunay, 130, Batel.
Tetra Gallery
Inaugurada em outubro de 2018, a Tetra aposta em artistas em ascensão e na cena underground brasileira, com exposições de teor político e íntimo. Em 2019, mostrava nomes como Arivassa, Douglas Augusto e Danka Umbert Art. O espaço funciona também como workspace para criativos.
Rua Coronel Dulcídio, 540, Batel.
Soma Galeria
A Soma, no Bigorrilho, quer aproximar o público da arte contemporânea com exposições e aulas de pintura. A galeria mantém um ateliê para os alunos e promove intercâmbio dos artistas que representa. No acervo estavam, em 2019, os quadros dadaístas de Fábia Escobar e as fotografias de Raul Frare. Em fevereiro daquele ano, recebia a exposição "Manifesto Sobre a Gravidade 2019", do curitibano Jack Holmer, com robôs interativos, game art e seres virtuais autônomos.
Rua Saldanha Marinho, 1230, Coletiza, Bigorrilho.
Um circuito a pé
Da Zilda Fraletti à Tetra, as galerias do Batel cabem num roteiro de caminhada, e é assim que o bairro funciona melhor: arte, café e casa a poucas quadras uns dos outros.
Veja os prédios do bairro: ROC Batel e LLUM Batel.


