Iguaçu 2820: o terraço verde no sétimo andar
Em fevereiro de 2014, o Iguaçu 2820 inaugurou um terraço verde no sétimo andar. Pesquisa da USP mostra queda de até 5 ºC no topo de prédios assim.

No fim de fevereiro de 2014, a Laguna inaugurou um terraço verde no sétimo andar do Iguaçu 2820, seu empreendimento corporativo em Curitiba. O jardim fica aberto para quem trabalha no prédio, que pode usá-lo no almoço, num lanche ou numa pausa.
Por que plantar no alto

Telhados e terraços verdes são jardins instalados sobre a cobertura dos edifícios. Eles reduzem o uso de ar-condicionado e ajudam a diminuir o calor na cidade.
Uma pesquisa da USP comparou dois prédios em São Paulo, um com terraço verde e outro sem. No que tinha vegetação, a temperatura do topo caiu até 5 ºC, conforme a temperatura da cidade, e a umidade do ar subiu 15,7%. A explicação está nas plantas: elas absorvem menos calor que o concreto, e a transpiração aumenta a umidade e baixa a temperatura.
O argumento urbano
Para Gabriel Raad, então diretor da incorporadora, o efeito vai além do prédio. "A região central geralmente registra a temperatura mais elevada da cidade, devido ao número reduzido de áreas verdes e à concentração de edificações, o que consequentemente aumenta o uso de equipamentos para a refrigeração dos edifícios. A implantação de outros telhados verdes em edifícios poderia reduzir os chamados bolsões de calor, principalmente nesses períodos de temperatura mais elevada", disse em 2014.
A estrutura por baixo do jardim
Um terraço verde exige estrutura própria na cobertura. Além da terra e do adubo, é preciso uma camada técnica que garanta a impermeabilização e evite infiltrações. Grama, flores e arbustos podem ser usados, de preferência espécies locais, mais resistentes à chuva e à estiagem.
No Iguaçu 2820, o terraço verde soma-se a outras soluções do prédio, que tem LEED Gold no edifício e Platinum nas salas e espaços comerciais.
Mais sobre o prédio em Iguaçu 2820.


