Mercado imobiliário de Curitiba em 2019: retorno de 7,7%, pouca oferta
Em 2019, imóveis em Curitiba rendiam 7,7% ao ano, a oferta era de 5,5 mil apartamentos e a demanda anual girava em torno de 20 mil.
Em agosto de 2019, um relatório do portal Imovelweb mostrou que os imóveis em Curitiba tinham retorno bruto de 7,7%, acima da inflação e do rendimento da poupança. No mesmo estudo, a relação entre aluguel e preço de venda ficou em 4,1% nos doze meses anteriores, com inflação de 4,56% no período. O metro quadrado vinha em alta seguida desde março de 2018 e acumulava 2,5% de valorização.
Os números vinham depois de anos difíceis. "De 2014 a 2018 o setor passou o seu momento mais crítico", disse Fábio Tadeu Araújo, sócio-diretor da Brain Inteligência Corporativa, num evento da Ademi-PR no fim de 2018. Para 2019, ele via "perspectiva concreta de uma melhora importante" para a incorporação.
Mais vendas
A melhora apareceu primeiro nas vendas. Segundo a Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), a compra de apartamentos novos em Curitiba cresceu 11,2% em 2018 em relação a 2017. Junto com ela, a venda na planta foi retomada.
As entregas acompanharam. Dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) mostraram alta de 18% no número de imóveis novos entregues pelas construtoras curitibanas no primeiro semestre de 2019.
Menos estoque
O dado mais revelador ia na direção contrária. O número de unidades disponíveis em Curitiba era o mais baixo dos últimos nove anos, com queda de 24% em relação ao primeiro semestre de 2018. Pelos números da Ademi-PR, a cidade tinha uma oferta de pouco mais de 5,5 mil apartamentos, enquanto a demanda anual girava em torno de 20 mil unidades.
A conta é simples de fazer e difícil de ignorar. Com uma oferta que cobria pouco mais de um quarto da demanda de um ano, quem queria escolher andar, planta ou vista precisava decidir cedo.
O que isso significava para quem comprava
Para o investidor, o retorno de 7,7%, acima da poupança, era o argumento. Para quem ia morar, o argumento era outro: com pouca oferta, o espaço para escolher estava no imóvel na planta, comprado antes de a obra avançar.
Quanto mais cedo a compra, maior a chance de encontrar as tipologias mais raras de cada prédio, como duplex, gardens e coberturas.
A Laguna naquele ano
Foi também em 2019 que a Laguna entregou o LLUM Batel, na Avenida Visconde de Guarapuava, 5345. Primeiro residencial do Brasil a receber a pré-certificação LEED nível Ouro, o prédio tem 20 pavimentos e só 15 unidades, a maioria ocupando um andar inteiro.
Ao mesmo tempo, três prédios da Laguna estavam em obras: o ROC Batel, o ALMÁA Cabral e o MAI Terraces. O ALMÁA foi entregue em 2022 e o MAI Terraces, em 2023.
O retrato de 2019 era de um mercado com mais comprador do que imóvel pronto.
Veja o prédio entregue naquele ano em LLUM Batel.


