Luz natural no KAÁ: o critério de luz do WELL aplicado ao projeto
O critério de luz do WELL olha para visão, sono e humor. No KAÁ, ele virou orientação solar calculada, vidro especificado e persiana blackout.

A Organização Mundial da Saúde estima que as pessoas passam de 80% a 90% do tempo em ambientes fechados. Por isso a luz dentro de casa pesa tanto na saúde. A certificação WELL tem um conceito inteiro para ela, e o KAÁ, residencial da Laguna no Bigorrilho, foi projetado com a meta de certificação WELL.
O WELL é o primeiro selo do mundo focado só na saúde e no bem-estar de quem ocupa o edifício. Avalia dez conceitos: água, ar, comunidade, conforto térmico, luz, materiais, mente, movimento, nutrição e som.
O que o critério de luz pede

O conceito de luz do WELL trata a iluminação por três efeitos: na visão, no ritmo circadiano e na saúde mental. O projeto precisa considerar o rendimento, o humor e o sono de quem mora.
O ritmo circadiano é o relógio interno do corpo, e a luz é o principal sinal que ele usa para se acertar. Luz forte de dia mantém a pessoa alerta; escuro à noite prepara o sono. Errar essa conta, com casa escura de dia ou quarto claro de madrugada, cobra o preço no humor e no descanso.
Conforto visual

O conforto visual depende do equilíbrio entre intensidade, distribuição e tonalidade. A luz natural difusa e indireta é a que mostra melhor cores e formas, sem ofuscar. Para controlar o excesso, os projetos costumam recorrer a brises ou a vidros com tratamento especial.
Como isso aparece no KAÁ

A primeira decisão foi a orientação. O prédio foi implantado a partir de cálculos de insolação, para que o sol entre de forma constante nas unidades e nas áreas comuns. A topografia do terreno ajudou: a volumetria escalonada deixa a luz chegar suave e por ângulos que não cansam a vista.

A segunda foi o vidro. As esquadrias são minimalistas, com amplas aberturas nas áreas sociais e desempenho térmico e acústico definido por consultoria. Os vidros são laminados ou insulados, conforme a consultoria.
A terceira foi o escuro. Nos dormitórios, a persiana blackout é motorizada. É a outra metade do critério de luz: tão importante quanto deixar o sol entrar de dia é conseguir fechar tudo à noite.
O projeto lumínico, que cuida da luz artificial e da forma como ela se soma à natural, é do Studio Regina Bruni.

Fora de casa
A luz também conta nos espaços abertos. A praça superior tem lounges entre as árvores, a piscina descoberta fica ao sol, e as residências terraço e jardim duplex têm área externa própria. Passar parte do dia ao ar livre é a forma mais simples de acertar o relógio do corpo.

A luz natural não custa nada na conta de energia. Custa no projeto, e é lá que o KAÁ resolveu a questão.
Mais sobre o selo em Certificação WELL e sobre o prédio em KAÁ.


