Moradia sênior e vida em comunidade: o efeito aldeia no BIOOS
Na Sardenha, Susan Pinker encontrou dez vezes mais centenários que na América do Norte. O convívio explica parte disso, e o BIOOS foi desenhado para ele.

Numa região da Sardenha, na Itália, a proporção de pessoas com mais de 100 anos é dez vezes maior que a média da América do Norte. A psicóloga canadense Susan Pinker foi até lá para entender por quê, e a viagem virou o livro "O efeito aldeia", sobre como o contato presencial deixa as pessoas mais saudáveis. A resposta que ela encontrou passa menos pela dieta e mais pelo convívio.
É esse tipo de evidência que orientou o desenho da BIOOS Home, a torre de moradia sênior que a Laguna construiu no Alto da Glória, em Curitiba.
O que as pesquisas mostram
Pinker reuniu estudos que indicam que as interações sociais pesam mais na saúde do que perder peso ou parar de fumar. O convívio, segundo ela, libera neurotransmissores que reduzem o estresse e aumentam a sensação de confiança e bem-estar.
Outras pesquisas chegaram a conclusões parecidas. Um estudo da Universidade Estadual de Washington acompanhou a população acima de 75 anos daquele estado americano e encontrou, entre os fatores ligados a chegar aos 100 anos com saúde, a presença de uma comunidade próxima e de um ambiente social favorável. Uma pesquisa da Universidade Harvard associou laços sociais e afetivos a uma expectativa de vida maior e a um declínio cognitivo e físico mais lento.
A conclusão prática é que, depois dos 60, a solidão é um risco de saúde. E a arquitetura pode aumentar ou reduzir as chances de encontro.
O que isso pede de um prédio
Se o convívio prolonga a vida, um prédio para o público 60+ precisa criar motivos de encontro. Espaços comuns que se usam todos os dias, e não só em festa. Atividades que juntam pessoas com interesses parecidos. Circulação que faz um vizinho cruzar com o outro.
Como o BIOOS organiza o encontro
A BIOOS Home tem 108 apartamentos de 42 m² a 83 m², no conceito senior living. Cada morador tem a sua casa e a sua rotina. As áreas comuns são o lugar do encontro.
A academia e o espaço multiúso recebem práticas como yoga, pilates e pintura, que juntam exercício, estímulo mental e convívio. A torre tem ainda horta, piscina e salas de leitura e de piano.
O térreo amplia o círculo. As duas torres do BIOOS são ligadas por um mall com lojas, serviços e espaços de convivência, frequentado também por quem trabalha nos consultórios e offices da torre BIOOS Health e por quem é do bairro. O morador da Home não convive só com outros moradores da Home.
O complexo foi projetado para a certificação WELL, que avalia o edifício pelo efeito na saúde de quem o ocupa. Uma das dez categorias do WELL é justamente comunidade, ao lado de ar, água, nutrição, luz, movimento, conforto térmico, som, materiais e mente.
Vizinhança como parte do projeto
O BIOOS fica entre a Avenida João Gualberto, a Rua Augusto Severo e a Rua Nicolau Maeder. Ao redor há comércio, bancos, o Museu Oscar Niemeyer e o Bosque do Papa. A vida em comunidade, ali, começa no prédio e continua na rua.
Mais sobre o complexo em BIOOS.


