Paisagismo do TREVI Batel: o cortile italiano por Felipe Reichmann
Felipe Reichmann desenhou o paisagismo do TREVI Batel como releitura dos cortiles italianos, com espécies trazidas a Curitiba por imigrantes.

O paisagismo do TREVI Batel é assinado por Felipe Reichmann. Num terreno de 3.463 m² e 75 metros de frente, a uma quadra do Shopping Pátio Batel, ele trabalha em volta de duas torres de seis pavimentos, com dois subsolos e 26 residências. O ponto de partida foi um elemento da arquitetura italiana: o pátio interno.
O átrio como cortile
Cada torre do TREVI tem no centro um átrio, pátio aberto que leva luz e ventilação natural aos apartamentos. O paisagismo faz desse pátio uma releitura dos cortiles, os pátios internos dos edifícios italianos, que funcionavam como espaço aberto de refúgio dentro da casa.
Nos cortiles era comum encontrar estátuas, arcadas, colunatas, jardins e fontes. No TREVI, a tradução é feita com pisos e revestimentos de pedra, fontes e elementos com água e, principalmente, jardineiras volumosas, que dão forma e precisão ao conjunto.
A vegetação do átrio segue a estética dos jardins italianos: arbustos de floração perfumada, muros cobertos de trepadeiras e plantas floridas contra massas de verde.
Plantas que vieram com os imigrantes
A escolha mais particular do projeto está nas espécies. Parte delas foi introduzida em Curitiba por imigrantes italianos, como a azaleia branca, a gardênia e a alamanda. A ideia é que o jardim guarde a mesma memória que a arquitetura: a Itália que chegou à cidade.
Dentro e fora
O jardim do TREVI funciona como extensão dos ambientes. Nos átrios, a sensação é a de um jardim de inverno. Na circulação íntima das unidades, rasgos voltados para o pátio trazem luz e vista do verde.
Do lado de fora, a vegetação continua o verde da Rua Hermes Fontes. A praça, os terraços e a piscina externa recebem o paisagismo, assim como o espaço gourmet e o salão de festas, os dois com terraço descoberto. Na unidade garden, a área externa privativa também é ocupada pelo projeto de Reichmann.

Onde fica cada planta
Junto à piscina externa, jabuticabeiras e pitangas-anãs. No entorno da miniquadra, alamandas e jasmins-estrela. Na horta, oliveiras.
O projeto também usa plantas nativas, que já caracterizam as casas do Batel e dos arredores. Espécies regionais ajudam a preservar a flora e a fauna locais e mantêm o equilíbrio do ecossistema.
Água medida
O paisagismo do TREVI tem irrigação automatizada, ligada a sensores de chuva e umidade. O sistema só aciona quando o solo precisa e entrega a cada espécie o volume certo. A ele se soma o reaproveitamento da água da chuva.

Esses itens entram nas certificações que o TREVI busca: WELL Platinum, de saúde e bem-estar, e LEED Certified, de sustentabilidade. O prédio está em obras, com entrega prevista para 2026.
Mais sobre o prédio em TREVI Batel.


