Quiet luxury na decoração: o luxo que não aparece no TREVI Batel
Em 2023, a WGSN apontou o quiet luxury como tendência. No TREVI Batel, ele aparece em travertino, concreto aparente e ralos que ninguém vê.

Em 2023, a Worth Global Style Network (WGSN), empresa de previsão de tendências, apontou o quiet luxury, ou luxo silencioso, como uma das grandes tendências do mercado de alto padrão. O termo veio da moda e chegou à arquitetura. No TREVI Batel, na Rua Hermes Fontes, 597, ele ajuda a explicar escolhas que, à primeira vista, parecem discretas demais.
O que é o quiet luxury
O movimento nasceu nos Estados Unidos, no pós-pandemia, quando consumidores de alto padrão passaram a preferir um estilo de vida mais enxuto. A lógica é o oposto da ostentação: comprar menos, comprar melhor e não precisar de logotipo para mostrar o valor do que se tem.
Na casa, isso se traduz em qualidade de material, acabamento bem feito, durabilidade e conforto. O luxo está no que se sente ao usar, e não no que se mostra a quem visita.
Como ele aparece na decoração
Cinco traços costumam definir um interior quiet luxury.
Peças com história. Móveis antigos e duráveis, peças assinadas por designers, objetos feitos sob encomenda ou em edição limitada.
Desenho limpo. Formas simples, linhas retas, pouca coisa à vista. Menos é mais, e cada peça precisa justificar seu lugar.
Paleta neutra. Branco, cinza e bege como base, com madeira e terracota para aquecer.
Textura. Na ausência de cor forte, quem trabalha é a matéria: mármore, vidro, cerâmica, madeira.
Tecnologia escondida. Automação, acionamento remoto de luz, janelas e persianas, piso aquecido. Tudo que dá conforto sem ocupar espaço visual.
O TREVI pelo mesmo critério
Pelo mesmo critério, o projeto do TREVI cumpre quase todos os itens.
Os materiais são naturais e ficam à mostra: mármore travertino em todos os banheiros, granito nas sacadas e terraços, madeira engenheirada nas áreas íntimas e concreto aparente na fachada. A curadoria dos interiores, da Suite Arquitetos, trabalhou com pares de materiais que se completam: madeira e concreto, vidro e metal, mineral e vegetal.
A tecnologia está onde não se vê. Os banheiros têm ralos ocultos e bacias com caixa oculta, além de infraestrutura para toalheiro térmico e desembaçador de espelho. Nas suítes, a persiana motorizada fica integrada à esquadria. O piso aquecido cobre as áreas íntimas.
A paleta segue a mesma linha, com tons que ligam a casa à natureza do jardim. E o paisagismo usa espécies nativas, como o viburno e a hera-japonesa.
O luxo que fica no subsolo
Dois itens do TREVI resumem bem a ideia. Na garagem, cada residência tem uma vaga box fechada, com portão motorizado e espaço para armazenamento. Ninguém vê o carro de ninguém.
No segundo subsolo fica a cave de vinhos, com adega climatizada própria para cada apartamento, lounge, mesa de degustação e renovação de ar. É um espaço para quem gosta de vinho, longe da vista da rua.
O TREVI está em obras, com entrega prevista para 2026.
Mais sobre o prédio em TREVI Batel.


