TREVI Batel: os materiais e sistemas do prédio
Travertino, granito, madeira engenheirada e concreto aparente, com eclusa de reconhecimento facial e BMS: o padrão construtivo do TREVI Batel.

O TREVI Batel, na Rua Hermes Fontes, 597, a uma quadra do Pátio Batel, foi lançado em 2023, quando a Laguna completava 27 anos. São duas torres baixas num terreno de 3.463 m² com 75 metros de frente. Este texto trata do que não aparece na planta: os materiais e os sistemas que fazem o prédio funcionar.
Materiais naturais, escolhidos por função
A paleta do TREVI vem da arquitetura italiana, e cada material tem lugar certo.
O mármore travertino reveste os banheiros. O granito vai para sacadas e terraços, onde enfrenta sol e chuva. A madeira engenheirada cobre o piso das áreas íntimas, e o concreto aparente fica na fachada. Nas áreas de serviço e na cozinha, piso e rodapé são de porcelanato 80 cm x 80 cm.
Nos banheiros master, há banheira freestanding. Bacias com caixa oculta e ralos ocultos tiram do campo de visão o que normalmente aparece. Louças e metais são de baixa vazão.
Conforto que vem do projeto
Antes de qualquer equipamento, o conforto do TREVI começa na forma. As duas torres paralelas foram desenhadas em volta de um átrio, pátio interno aberto que leva luz natural e ventilação cruzada para os apartamentos. Junto com a ventilação mecânica, o átrio reforça a renovação do ar.
Nas unidades, o resto do trabalho é feito pela envoltória e pelo isolamento:
- esquadrias de alta performance termoacústica, especificadas por consultoria;
- vidros laminados, também definidos por consultoria;
- manta acústica nas lajes entre apartamentos;
- piso aquecido na área íntima (suítes, circulação e banheiro, menos o box);
- infraestrutura para lareira a lenha nas unidades tipo e nas coberturas.
A meta declarada do projeto é que as esquadrias garantam conforto térmico e lumínico sem depender de ar-condicionado.
Segurança e conveniência
A segurança é feita por eclusas. A social e a de serviço têm reconhecimento facial, e a de veículos tem sistema de identificação. Um BMS condominial (Building Management System) gerencia os sistemas do prédio a partir de um só lugar.
No térreo há espaço de grab and go, local de trabalho e sala de reuniões. Na garagem, cada residência tem uma vaga box fechada com portão motorizado, espaço de armazenamento, área maior para abrir as portas e infraestrutura para carro elétrico.
Energia e mobilidade
Placas fotovoltaicas geram energia renovável. A produção prevista por apartamento é suficiente para carregar um carro elétrico com 38 km de autonomia por dia ou, se usada no consumo da unidade, gerar até 12% de economia de energia. O projeto prevê também duas bicicletas elétricas de uso comum. A água da chuva é reaproveitada na rega dos jardins.
O que as certificações vão medir
O TREVI está em processo de certificação LEED e WELL. A WELL avalia dez conceitos: água, ar, conforto térmico, som, nutrição, comunidade, movimento, luz, mente e materiais. No projeto, isso aparece em itens como monitoramento e renovação do ar nas áreas comuns, redução de compostos voláteis nos materiais, horta para os moradores e espaços como praça, terraços, piscina e academia.
Mais sobre o prédio em TREVI Batel.


