Ashjar at Al Barari: o conjunto de Dubai que influenciou o ALMÁA
Assinado pelo escritório 10 Design, o Ashjar at Al Barari tem 300 apartamentos em 21 prédios baixos. Veja o que o ALMÁA Cabral levou dele.

O Ashjar at Al Barari, conjunto residencial em Dubai assinado pelo escritório 10 Design, tem 300 apartamentos de um a três quartos distribuídos em 21 edifícios baixos. Foi a influência arquitetônica declarada do ALMÁA Cabral, residencial da Laguna na Avenida Nossa Senhora da Luz, 714, em Curitiba.
Dubai é conhecida por torres. A referência que a Laguna escolheu vai no sentido oposto.
Al Barari, uma comunidade de jardins

Al Barari é uma comunidade residencial de Dubai em que 60% da área é formada por jardins temáticos, lagos com paisagismo natural, riachos de água doce e cascatas. É apontada como a de menor densidade populacional da cidade. A intenção declarada é aproximar a moradia da natureza, com a sustentabilidade como foco, num desenho que lembra um jardim botânico.
O Ashjar fica dentro dessa comunidade e segue a mesma regra. Os 21 prédios são baixos e organizados em pequenos grupos, para que cada conjunto forme uma vizinhança próxima. Todos valorizam a paisagem de floresta em volta.
Três decisões do Ashjar
O térreo elevado. Para dar privacidade aos apartamentos garden, as unidades do piso térreo ficam acima do nível geral do solo, separadas dos espaços de convivência.
A sombra. O projeto usa o autossombreamento dos próprios volumes para proteger os espaços sociais. Em clima árido, isso reduz a temperatura onde as pessoas ficam. O objetivo era estender o período confortável do ano em Dubai, que costuma ir de dezembro a fevereiro, resfriar o local à noite e atenuar as temperaturas extremas.
O sol controlado. Os blocos foram moldados para limitar a exposição solar intensa ao longo do dia. As unidades são orientadas para o sul, e vidros de alta performance deixam entrar a luz natural sem comprometer o conforto térmico. O resultado declarado é uma economia anual de energia de 18% a 22% em relação a residenciais tradicionais.
A vegetação densa, mesmo num clima quente com pouca chuva, é possível graças às águas subterrâneas do local.
O que o ALMÁA levou para o Cabral
O ALMÁA não copiou o Ashjar. Levou dele três princípios.
O primeiro é a altura. O ALMÁA tem seis pavimentos e três torres ligadas por uma praça. Prédio baixo, agrupado, olhando para o verde.
O segundo é o térreo elevado. As residências jardim do ALMÁA ficam suspensas em relação à praça, a mesma solução do Ashjar para a privacidade do garden.
O terceiro é o verde como estrutura do projeto. O paisagismo do ALMÁA, de Benedito Abbud, traz para dentro do residencial a paisagem do entorno, que tem como cenário o campo de golfe do Graciosa Country Club, com áreas verdes, espelhos d'água e elementos orgânicos.
Onde o projeto se adaptou
O clima pede respostas diferentes. Em vez de fugir do calor o ano inteiro, o ALMÁA precisa lidar com a oscilação de temperatura de Curitiba. Por isso a ênfase em esquadrias de alta performance, vidros solares laminados ou insulados e aquecimento central de água com recirculação de água quente. E, em vez de águas subterrâneas para manter o verde, o ALMÁA reaproveita a água da chuva.
A energia também mudou de lugar. O Ashjar economiza pela forma; o ALMÁA, além disso, gera a sua, com placas fotovoltaicas no terraço que abastecem 30% do condomínio e a recarga dos carros elétricos dos moradores.
O ALMÁA Cabral foi entregue em 2022. Mais em ALMÁA Cabral.


