Jardins na arquitetura: o oásis do ALMÁA Cabral
Inspirado no oásis Umm-al-Maa, o ALMÁA Cabral organiza 5.550 m² em volta de uma praça-jardim, em frente ao golfe do Graciosa Country Club.

O ALMÁA Cabral ocupa um terreno de 5.550 m² na Avenida Nossa Senhora da Luz, 714, no Cabral, em frente ao campo de golfe do Graciosa Country Club. O nome e o conceito vêm do oásis Umm-al-Maa, na Líbia. Entregue em 2022, o prédio tem 6 pavimentos e foi pensado em volta de uma ideia que a arquitetura persegue há milênios: o jardim como lugar de chegada.
Do paraíso persa ao terraço moderno

Os jardins acompanham a arquitetura desde a Mesopotâmia, onde os complexos palacianos já tinham áreas planejadas para plantas. Na antiga Pérsia, o jardim era pensado como um paraíso na terra, com terraços elevados, fontes e canais de água. No Renascimento, servia para equilibrar arquitetura e natureza. No Barroco, virou espetáculo, com fontes, esculturas e plantas podadas em formas ornamentais, como em Versalhes, na França.
Foi no Império Romano que os terraços-jardim chegaram às casas da cidade, como lugar de lazer e descanso. Na virada para o século 20, com o crescimento rápido das cidades industriais, surgiu a residência-jardim, que tenta devolver a cada casa um pedaço de terra. Na década de 1980, o botânico francês Patrick Blanc popularizou o jardim vertical, inspirado em plantas que crescem em paredões de pedra.
O que um jardim faz por um prédio

Fora a beleza, os jardins têm funções medidas:
- reduzem a temperatura local e o efeito de ilha de calor;
- ajudam a filtrar poluentes e renovar o ar;
- seguram parte da água da chuva e diminuem o escoamento;
- abafam ruído quando aplicados em fachadas e muros;
- servem de habitat para outras espécies.
A praça do ALMÁA

No ALMÁA, o jardim está no centro. Uma praça liga as áreas do condomínio, com água, materiais naturais e vegetação reunidos no mesmo espaço. É a leitura literal do oásis que deu nome ao prédio: água e sombra no meio da paisagem. A influência arquitetônica declarada foi o Ashjar at Al Barari, em Dubai.
As residências jardim
Nas residências jardim, o verde é privativo. As residências jardim do ALMÁA têm de 499 a 573 m², com terraço descoberto. Os interiores usam mármore, madeira e tons de areia, e o living e a sala de jantar chegam a 5,9 m de pé-direito duplo.

O verde do ALMÁA também é infraestrutura. O prédio reaproveita a água da chuva e usa materiais regionais e recicláveis. Foi o primeiro empreendimento do Brasil a entrar em processo de certificação GBC Platinum Condomínio e o primeiro residencial do país com o conceito NetZero Transporte, em que a energia solar gerada no próprio prédio abastece 100% das vagas para carro elétrico.
Em frente ao oásis do ALMÁA fica o verde do golfe do Graciosa.
Veja o prédio em ALMÁA Cabral.


