AMPIO: eficiência energética e 41% menos emissão de gases
Placas fotovoltaicas, brises e vidros de alto desempenho: as escolhas que levam o AMPIO, no Bigorrilho, a reduzir em 41% a emissão de gases de efeito estufa.

O AMPIO reduz em 41% a emissão de gases de efeito estufa. O número vem do projeto do residencial que a Laguna entregou em 10 de dezembro de 2024 na Rua Euclides da Cunha, no Bigorrilho, com 30 residências e coberturas duplex de 130 m² a 429 m² privativos.
Por trás dele está uma decisão de arquitetura tomada no começo: usar a luz natural como ponto de partida.
A luz como estratégia
O AMPIO tem arquitetura guiada pelo sol. A Torre Sole fica a leste e a Torre Luna, a oeste. O terreno é plano, alto e aberto à luz, e a fachada recebe brises fixos e móveis que regulam quanta claridade entra em cada ambiente.
Quanto mais o prédio aproveita a luz do dia, menos depende de iluminação artificial. E quanto melhor ele controla o calor que entra pelas janelas, menos precisa de climatização. É nesse ponto que a eficiência energética começa: em estratégias passivas, que funcionam sem gastar energia.
O vidro faz parte da conta. As esquadrias vão do piso ao teto, com amplas aberturas, mas usam vidros laminados ou insulados e têm alto desempenho térmico e acústico. A janela grande deixa a luz entrar sem deixar o prédio esquentar ou esfriar demais.
O projeto contou com a consultoria de conforto, energia e bem-estar da Petinelli.
Por que a construção pesa nas emissões
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o PNUMA, a construção civil responde por até 30% das emissões de gases de efeito estufa no mundo. Boa parte delas vem da energia elétrica gerada por fontes não renováveis e consumida pelos edifícios ao longo da vida útil.
Reduzir a dependência energética de um prédio, portanto, é reduzir emissão. Gerar parte da energia no próprio terreno ajuda no mesmo sentido.
O que soma os 41% no AMPIO
As estratégias que levam à redução de 41% são estas:
- placas fotovoltaicas que atendem parte do consumo das áreas comuns;
- esquadrias de alto desempenho térmico e acústico;
- vidros insulados ou laminados;
- esquadrias piso-teto com amplas aberturas;
- brises fixos e móveis na fachada.
Juntas, elas elevam o conforto térmico e lumínico, mantêm os interiores mais estáveis e diminuem o uso de iluminação e climatização artificiais.
As práticas reconhecidas pelo GBC
As práticas sustentáveis do AMPIO foram desenhadas para a certificação GBC Condomínio, e o projeto também buscou o selo WELL. Entre os itens ligados ao GBC estão:
- geração de energia renovável nas áreas comuns;
- desempenho energético, térmico e lumínico;
- gerenciamento e separação de resíduos;
- monitoramento de CO2 na garagem;
- paisagismo com espécies nativas;
- reúso da água da chuva;
- metais e louças de baixa vazão.
No AMPIO, a maior economia de energia começa antes da conta de luz, na posição das torres em relação ao sol.
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