Arquitetura residencial: o que o LLUM, o PINAH e o ROC mudaram
O LLUM trouxe o LEED Gold ao residencial, o PINAH o reúso da chuva e o bosque, o ROC tirou o muro. Três decisões de arquitetura residencial.

O LLUM Batel, entregue em 2019 na Avenida Visconde de Guarapuava, 5345, foi o primeiro residencial do Brasil a receber a pré-certificação LEED Gold. Segundo a Laguna, os ambientes ficaram 60% mais confortáveis termicamente, e o prédio consome 15% menos energia e 20% menos água que residências convencionais. Em arquitetura residencial, inovação raramente é um gesto de fachada. Costuma ser uma decisão de projeto que se mede depois.
Três prédios da Laguna mostram três dessas decisões.
LLUM Batel: medir o desempenho
Para chegar ao LEED Gold, o LLUM precisou cumprir critérios que começam no projeto e terminam no canteiro: consumo consciente de energia e de água, destinação correta dos resíduos da obra e uso de materiais certificados, reciclados ou de baixo impacto. Na prática, isso significou 100% da madeira com certificação FSC, 10% dos materiais com matéria-prima reciclada e 75% dos resíduos da obra encaminhados para reciclagem ou reúso.
O projeto é de Flávio Schiavon, e a consultoria Petinelli acompanhou a certificação. Durante a obra, auditorias semanais de sustentabilidade controlavam erosão, resíduos e qualidade do ar no canteiro.
A fachada de vidro, desenhada para puxar a luz natural, entra na mesma conta: ilumina e contribui para o desempenho térmico do prédio.
PINAH: a natureza dentro da conta
No PINAH, entregue em 2024 no Bigorrilho, a sustentabilidade aparece no que o prédio faz com o que recebe. A água da chuva é reaproveitada na limpeza e na irrigação do jardim das áreas comuns. As placas fotovoltaicas suprem a demanda de energia das áreas comuns. E 13 araucárias foram preservadas num bosque de cerca de 1.000 m², um terço do terreno.
O prédio também foi, em 2020, o primeiro residencial do Brasil com pré-certificação WELL, selo que olha para a saúde de quem mora. Por isso o lazer foi desenhado em torno do corpo: sala de massagem, sauna, horta, sala multifuncional e o Bosque das Araucárias.


ROC Batel: sem muro
A terceira decisão é urbana. O ROC Batel, na esquina da Rua Francisco Rocha, 165, com a Avenida Visconde de Guarapuava, foi construído sem muros nem grades, com inspiração na arquitetura industrial de Nova York e no parque High Line. A fachada tem painéis metálicos móveis em tons de cobre para controlar sol e sombra.
A segurança fica em outros elementos: porte-cochère, eclusa social e de serviço, guarita blindada e fechadura biométrica na porta principal. O térreo aberto aproxima o morador da calçada e torna a rua mais agradável para quem passa.
As plantas seguem a mesma lógica de flexibilidade. São 31 residências em Open Plan, com ou sem paredes, que o morador monta conforme o próprio jeito de viver.
Veja os prédios em LLUM Batel, PINAH e ROC Batel.


