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Arte no empreendimento: as obras escolhidas para o PINAH

No PINAH, a curadoria da Galeria Zilda Fraletti com Jayme Bernardo escolheu obras ligadas ao bosque de 13 araucárias, da entrada aos elevadores.

Arte no empreendimento: as obras escolhidas para o PINAH

No PINAH, na Alameda Presidente Taunay, no Bigorrilho, as obras de arte das áreas comuns foram escolhidas por uma curadoria a três mãos: a Galeria Zilda Fraletti, o escritório Jayme Bernardo, autor dos interiores, e a própria Laguna. O critério foi a natureza do terreno. O PINAH guarda um bosque de cerca de 1.000 m² com 13 araucárias preservadas, e as peças conversam com ele.

Uma tradição de pedra e metal

Fachada da Galeria Laguna com escultura azul

A escultura brasileira tem séculos de material nobre. Aleijadinho talhou em pedra-sabão os doze profetas do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Minas Gerais. Victor Brecheret rompeu com o academicismo e deixou o "Monumento às Bandeiras" no Parque Ibirapuera. Francisco Brennand construiu, sobre as ruínas da fábrica de cerâmica da família, em Recife, uma oficina com mais de 2 mil obras.

As obras do PINAH seguem essa linha de ofício, com pedra, alumínio e tinta.

Um prédio desenhado para o lado de fora

A arte entrou num projeto que já olhava para fora. O PINAH tem arquitetura da Baggio Schiavon e paisagismo de Felipe Reichmann. "Na arquitetura deste projeto, buscamos integrar os espaços fechados aos espaços abertos com a utilização de muito vidro, varandas e implantação de áreas verdes", disse o arquiteto Flavio Schiavon. Reichmann descreveu a intenção de transformar parte do terreno num bosque, com espécies da Mata de Araucária que atraíssem aves. As obras foram escolhidas para dialogar com esse cenário.

Na entrada: Alfi Vivern

A primeira peça fica do lado de fora, na entrada do prédio. É uma escultura em pedra feita para o PINAH por Alfi Vivern, artista argentino radicado em Curitiba, que trabalha a matéria com cortes e linhas. Por estar na alameda, ela é vista por quem mora e por quem passa a pé.

No hall: Marilene Ropelato

No hall de entrada, uma escultura de alumínio de Marilene Ropelato sobe em formas orgânicas que se repetem na vertical. O metal, rígido por natureza, assume traços sinuosos e entrelaçados, que acompanham as outras linhas do ambiente.

Nos elevadores: Cristina Barrancos e Ana Serafin

Nos acessos aos elevadores ficam duas pinturas de Cristina Barrancos inspiradas no bosque de araucárias do próprio prédio. A ligação com o terreno aqui é literal: a árvore que está lá fora vira forma abstrata na parede.

No hall de elevadores do térreo, um trio de obras de Ana Serafin trabalha a linguagem abstrata com detalhe, cor e silhueta.

Uma tela pintada ao vivo

O acervo inclui ainda uma tela de Eduardo Bragança, pintada ao vivo, diante do público, num evento do PINAH.

Por que a arte está no projeto

Arte comprada por metro, para preencher parede, existe em qualquer lobby. O que distingue a do PINAH é a origem: a escolha partiu do terreno, passou por uma galeria e pelo arquiteto de interiores, e cada peça tem lugar definido. A escultura de Vivern, na calçada, também é uma escolha sobre a rua: parte da coleção ficou para a cidade.

Conheça o prédio em PINAH.

Junho de 2025Todos os posts
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