Bioeconomia nos interiores: a madeira certificada do LLUM Batel
No LLUM Batel, 100% da madeira tem selo FSC e 10% dos materiais vêm de matéria-prima reciclada: a bioeconomia medida dentro de um prédio.

No LLUM Batel, na Avenida Visconde de Guarapuava, 5345, toda a madeira usada na obra tem certificação FSC, e 10% dos materiais foram feitos de matéria-prima reciclada. São dois números curtos de escrever e trabalhosos de cumprir. Eles mostram o que a bioeconomia quer dizer quando sai do discurso e entra num prédio.
O que é bioeconomia
Bioeconomia, também chamada de economia sustentável, é o uso de recursos de origem biológica, renováveis e recicláveis, para que produzir e consumir pese menos sobre o ambiente. Na construção, o tema tem peso próprio: segundo o ArchDaily, a construção civil e seus materiais respondem por cerca de 11% das emissões de gases de efeito estufa.
No design de interiores, a conversa fica concreta. De onde vem a madeira do piso? O que o acabamento continua soltando no ar depois de instalado? Para onde vai a sobra da obra? Biomateriais, plásticos biodegradáveis e energia de fonte limpa são as respostas mais citadas. Num edifício, elas só valem quando alguém mede.
A madeira e os materiais do LLUM
O LLUM tem arquitetura de Flávio Schiavon, interiores de João Armentano e paisagismo de Benedito Abbud. É uma torre de 20 pavimentos com 15 unidades, a maioria ocupando um andar inteiro, de 385 a 616 m².
Para a certificação LEED, a obra seguiu regras de material que o morador raramente vê:
- 100% da madeira com certificação FSC, que atesta a origem em manejo florestal responsável;
- 10% dos materiais feitos de matéria-prima reciclada;
- materiais de baixa emissão de compostos orgânicos voláteis (VOC), aqueles que seguem evaporando dentro de casa depois da obra;
- 75% dos resíduos do canteiro redirecionados para reciclagem ou reúso.
O canteiro passou por auditorias semanais de sustentabilidade, com controle de erosão, de resíduos e da qualidade do ar.
Energia e água entram na mesma conta
Bioeconomia também é energia limpa. O LLUM gera parte da energia das áreas comuns com painéis fotovoltaicos: 7,6% no projeto, com possibilidade de ampliação para 12,2%. Os acabamentos externos foram escolhidos para reduzir a ilha de calor, e a fachada panorâmica puxa a luz natural para dentro. O nome, aliás, quer dizer luz em catalão.
As estimativas divulgadas pela Laguna durante a obra apontavam apartamentos com 25% menos consumo de energia e condomínio com 35% menos, além de 20,7% menos água nas unidades. Os ambientes ficaram 59,2% mais confortáveis termicamente que a referência da norma NBR 15575.
Do papel ao selo
Em 2015, o LLUM foi o primeiro residencial do Brasil a receber a pré-certificação LEED nível Gold, concedida pelo GBC Brasil. "É uma pré-certificação muito utilizada em prédios corporativos e estamos trazendo isso para o residencial", disse na época André Marin, então diretor de incorporação da Laguna. Em 2021, já entregue, o prédio venceu o LEED Homes Awards, do USGBC.
A bioeconomia de um apartamento começa antes da decoração: na origem da madeira e no destino da sobra.
Veja o prédio em LLUM Batel.


