Certificação GBC: critérios e os prédios da Laguna em avaliação
Em 2018, o ALMÁA Cabral e o MAI Terraces foram os primeiros do Brasil em processo de certificação GBC Condomínio Platinum. Como o selo avalia um prédio.
Em 2018, o ALMÁA Cabral e o MAI Terraces, da Laguna, foram os primeiros empreendimentos do Brasil a entrar em processo de certificação GBC Condomínio no nível Platinum, o mais alto do selo. No mesmo ano, o ROC Batel buscava o nível Ouro. O processo do ALMÁA foi formalizado durante a 5ª Smart Energy CIEI&EXPO, em Curitiba, entre 5 e 7 de novembro de 2018.
O que é a certificação GBC
A certificação é concedida pelo Green Building Council Brasil, o GBC Brasil, e reconhece edificações que enfrentam os desafios ambientais com inovação e responsabilidade social. Para residências, existem duas versões: GBC Casa e GBC Condomínio. O selo tem quatro níveis: Verde, Prata, Ouro e Platinum.
Os seis objetivos
As certificações GBC Brasil Casa e Condomínio partem de seis objetivos:
- reduzir os efeitos das mudanças climáticas;
- aumentar a saúde e o bem-estar dos moradores;
- proteger e restaurar recursos hídricos;
- preservar e recuperar a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos;
- construir uma economia verde;
- ampliar a comunicação e a educação, contribuindo para a equidade social e a justiça ambiental.
Como a nota é calculada
Primeiro, o condomínio precisa cumprir todos os pré-requisitos, que são obrigatórios. Depois, cada ação extra soma créditos. O nível final, de Verde a Platinum, depende de quantos créditos o projeto acumula.
Os créditos não valem o mesmo. O peso de cada um depende de quanto ele contribui para os seis objetivos: os que atacam mais diretamente os objetivos mais importantes valem mais pontos.
A avaliação é dividida em oito categorias:
- Implantação;
- Eficiência Energética;
- Uso Eficiente da Água;
- Materiais e Recursos;
- Qualidade Ambiental Interna;
- Requisitos Sociais;
- Inovação e Projeto;
- Créditos Regionais.
O que cada prédio levou ao processo
ALMÁA Cabral. Na Avenida Nossa Senhora da Luz, em frente ao Graciosa Country Club, o projeto tem placas fotovoltaicas no terraço que geram cerca de 30% da energia do condomínio. Foi o primeiro residencial do país com o conceito NetZero Transporte: a autogeração solar abastece 100% das vagas para carros elétricos. O projeto inclui ainda reúso de água da chuva, aquecimento central de água com recirculação e materiais regionais e recicláveis. Foi entregue em 2022.
MAI Terraces. Em frente ao Parque Barigui, as placas fotovoltaicas abastecem 30% das áreas comuns. Cada uma das 38 unidades tem tomada para carro elétrico, e o prédio tem bicicletário com recarga para bicicletas elétricas. Foi entregue em abril de 2023.
ROC Batel. Primeiro empreendimento da Laguna a buscar a certificação GBC Condomínio Ouro. "Trata-se de um trabalho pioneiro e desafiador. Ele terá 30% de redução do consumo de energia e ambientes 78% mais confortáveis", disse em 2018 Isabel Raad, sócia-diretora da Laguna.
Por que a nota importa para quem mora
Os benefícios de um prédio certificado aparecem na operação: custo menor de energia e água, menos resíduo enviado para aterro, ambientes mais saudáveis e emissão menor de gases de efeito estufa. Em algumas cidades, a certificação também dá acesso a descontos fiscais e outros incentivos do poder público.
Veja os prédios: ALMÁA Cabral, MAI Terraces e ROC Batel.


