Sofá de HAUS: André Marin e a certificação WELL na prática
Em setembro de 2020, André Marin, da Laguna, e a médica Mara Pianovski explicaram no Sofá de HAUS como a certificação WELL funciona num prédio.

Em setembro de 2020, André Marin, diretor de incorporação da Laguna, participou da segunda edição do Sofá de HAUS, da Gazeta do Povo, ao lado da médica Mara Albonei Pianovski, chefe do Departamento de Pediatria do Hospital Erasto Gaertner e diretora do Erastinho. O assunto foi a certificação WELL e o que ela muda na vida de quem ocupa um prédio, seja ele corporativo ou residencial.
Curitiba tinha, naquele momento, os dois primeiros empreendimentos do país a buscar o selo. O Hospital Erastinho, no Jardim das Américas, primeiro hospital oncopediátrico do Paraná, foi o primeiro hospital do Brasil a buscar o WELL e já foi construído com essa meta. O PINAH, residencial da Laguna entre as Ruas Presidente Taunay e Saldanha Marinho, perto da Praça da Espanha, era o primeiro e único residencial brasileiro no mesmo caminho.
Dez categorias

Para ser certificado, um projeto precisa atender requisitos em dez categorias: ar, água, nutrição, luz, movimento, conforto térmico, som, materiais, mente e comunidade. A conversa girou em torno de como elas saem do papel.
Marin lembrou que uma incorporadora sempre causa impacto na cidade. "E nosso objetivo é sempre causar impactos positivos. Desde uma arquitetura autoral até benefícios que a construção possa trazer." Na época, a Laguna era a única construtora brasileira membro do WELL Portfolio, grupo de 30 empresas no mundo comprometidas com certificar seus empreendimentos.
O que o selo cobra na prática
Alguns exemplos citados no bate-papo:
- medição constante da qualidade do ar, inclusive depois da entrega do prédio;
- água filtrada nas torneiras de todos os apartamentos e bebedouros nas áreas comuns;
- luz natural bem aproveitada, com formas de controlar a que entra;
- conforto térmico, com temperatura estável, nem alta nem baixa;
- áreas comuns e escadas que convidam ao exercício;
- alimentação saudável, com horta para os moradores nos prédios residenciais.
"Sempre pensamos no entorno do empreendimento e na sociedade como um todo", disse Marin. A saúde, segundo ele, é o centro do selo.
O ambiente e a saúde
Mara Pianovski trouxe o olhar da medicina. "Há muitas constatações de que o ambiente interfere na qualidade de vida das pessoas. Na verdade, nós somos 30% genética e 70% nosso estilo de vida e interação com o meio ambiente."
Ruído e temperatura fora do lugar geram estresse. Prédios que cuidam disso contribuem, no longo prazo, para a saúde de quem vive neles. "A relação entre o ambiente e a saúde é muito íntima, muito forte. E nós precisamos prestar atenção nesses detalhes", disse a médica.
Natureza por perto
A biofilia, a inclinação humana pelas coisas vivas, também entra na certificação. No Erastinho, contou Mara, há janelas amplas para o paciente ver a natureza e um jardim de inverno. "Esse contato ajuda na recuperação emocional e diminui os casos de depressão."
No PINAH, a resposta é o terreno: cerca de 1 mil m² dele são um bosque de araucárias. Marin explicou também que, concluída a certificação, os moradores recebem uma cartilha com os aspectos do selo e atitudes saudáveis, incluindo as que ajudam a controlar o estresse.
"Nós estamos acelerando a tendência porque essa questão da saúde sempre foi importante, mas ficou ainda mais fundamental depois da pandemia. E para as pessoas que querem ter uma qualidade de vida em um ambiente saudável, o WELL oferece uma garantia ao cliente de que ele está fazendo uma aquisição com atestado de qualidade", disse.
Ainda em 2020, o PINAH obteve a pré-certificação WELL, a primeira de um residencial no Brasil. O prédio foi entregue em 2024.
Mais sobre o selo em Certificação WELL e sobre o prédio em PINAH.


