Coliving, casa-templo e automação: o que a Casa Claudia previu em 2018
Em 2018, coliving, casa-templo e automação eram as apostas para a casa. Oito anos depois, o que delas aparece nos prédios da Laguna.
Em 2018, uma reportagem da revista Casa Claudia apontou três tendências para a casa contemporânea: o coliving, a casa-templo e a automação residencial. Na mesma época, o arquiteto Guto Requena previa que "nos próximos dez anos, a revolução digital será muito maior do que nas últimas três décadas", e que isso mudaria o jeito de trabalhar, viajar e morar. Oito anos depois, dá para conferir o que ficou, olhando para os prédios que a Laguna entregou.
Coliving: dividir sem dividir a casa
O coliving nasceu para quem quer trocar experiências: prédios pensados para a economia compartilhada, com foco nos espaços de convívio, onde os moradores dividem trabalho, objetos e rotina. Era uma resposta a uma geração que queria sair de casa cedo e circular pelo mundo.
Nos residenciais da Laguna, a casa continua inteira de cada família. O que passou a ser compartilhado é outra coisa. O MAI Terraces, entregue em 2023 em frente ao Parque Barigui, tem uma frota de três bicicletas elétricas e sete comuns para uso dos moradores. O TREVI Batel, em obras com entrega prevista para 2026, tem espaço de trabalho para até nove pessoas e sala de reuniões para videochamada com até oito. É a parte do coliving que fazia sentido para quem tem família: o equipamento caro e o espaço de trabalho em comum, a casa não.
Casa-templo: a natureza na porta
A segunda tendência falava do desejo de trazer calma para dentro de casa diante da rotina das cidades grandes. A Casa Claudia chamou de casa-templo. O caminho mais direto para isso é a natureza perto, e esse é o ponto em que a arquitetura pesa mais que a decoração.
O MAI Home, no Ecoville, foi citado em 2018 como exemplo: espaços sem divisas que mantêm a relação entre a residência e a paisagem. O prédio tem vista para o Parque Barigui e um bosque preservado nas áreas comuns, com green lounge e mirante. No ROC Batel, uma araucária foi preservada no terreno e ganhou um pocket park com uma passarela suspensa em volta.
A planta aberta é parte da mesma ideia. As 31 residências do ROC seguem o conceito Open Plan: o morador decide se quer paredes, e onde. Menos parede significa mais luz e mais horizonte dentro do apartamento.
Automação: a tendência que virou padrão
A terceira tendência foi a que mais rápido saiu da revista para a obra. Em 2018, o LLUM Batel, o MAI Home e o EOS Barigui já tinham infraestrutura para automação e aspiração central. A tecnologia estava também na motorização das persianas de quartos e livings e na integração de ar-condicionado, home theater, iluminação e segurança.
André Marin, então diretor de incorporação da Laguna, resumia o ganho: "Os dispositivos conectados podem realizar atividades relacionadas a iluminação, temperatura e controle de estoque dos alimentos, liberando o morador para executar outras tarefas, além de contribuir também para reduzir custos e economizar energia."
O balanço
Das três apostas, a automação virou item de série, a natureza perto virou critério de terreno e de projeto, e o coliving entrou pela metade, nas áreas comuns. Os carros ainda não voam, como queriam Os Jetsons. Mas boa parte do que a revista apontou em 2018 está hoje na planta, na garagem e na parede dos prédios.
Veja os prédios: MAI Home, ROC Batel e MAI Terraces.


