Conforto térmico no apartamento: vidro, piso aquecido e árvore
Piso aquecido com termostato, vidro definido por unidade e um bosque de araucárias: como os prédios da Laguna tratam o conforto térmico.

No LLUM Batel, entregue em 2019 no Batel, o consumo de energia é 15% menor que o padrão de referência da certificação LEED, e a geração solar no próprio prédio atende 7,6% do consumo das áreas comuns, com possibilidade de chegar a 12,2%. Para a Laguna, o prédio é o exemplo de como o conforto térmico, que o morador sente na pele, aparece na conta de energia. Quando o prédio segura a temperatura sozinho, o ar-condicionado e o aquecedor trabalham menos.
O que o conforto térmico muda
O efeito mais conhecido é o bem-estar. Há outros. Uma pesquisa da REHVA Scientific identificou queda de até 30% no rendimento de quem trabalha em ambientes sem conforto térmico.
Há também a saúde. Climatização artificial altera a umidade e a qualidade do ar e pesa na conta de energia. Luz e ventilação naturais fazem o contrário: renovam o ar, reduzem o acúmulo de resíduos e a luz do sol tem efeito bactericida. Ambientes assim diminuem o risco de alergias e problemas respiratórios.
Como os prédios da Laguna resolvem
No ALMÁA Cabral, entregue em 2022, e no MAI Terraces, entregue em 2023, o conjunto é esquadria de alta performance termoacústica e piso aquecido por calefação. Nas suítes, o morador controla a temperatura de cada ambiente.
No PINAH, entregue em 2024 no Bigorrilho, o piso aquecido com termostato cobre a circulação íntima e os dormitórios. Pisos e paredes recebem tratamento termoacústico onde é necessário. E o vidro foi escolhido janela por janela: insulado e low-e, conforme consultoria específica para cada unidade, para barrar o excesso de calor e manter a temperatura.
No LLUM, o vidro que domina a fachada foi pensado para otimizar a luz do sol e o desempenho térmico ao longo do ano. Pelos números do projeto, os ambientes ficaram 59,2% mais confortáveis termicamente que o exigido pela norma de desempenho NBR 15575.
O piso aquecido tem história mais antiga na Laguna. O MAI Home, entregue em 2017 no Ecoville, usa um sistema que eleva a temperatura em 6 ºC em uma hora e, segundo o fornecedor HotFloor, gasta 30% menos que o ar-condicionado para aquecer.
A árvore também climatiza
Vegetação ameniza o calor. Em áreas arborizadas acontece a evapotranspiração: as árvores liberam água em forma de vapor pelas folhas e pelos caules, o que reduz a retenção de calor nas construções em volta e deixa o ar mais fresco.
O PINAH aproveita isso duas vezes. Está num bairro arborizado e tem dentro do terreno um bosque com 13 araucárias preservadas, integrado às áreas comuns, como o playground e a quadra.
A regra que vale para esses prédios é simples: primeiro o projeto segura a temperatura, depois o equipamento corrige o que sobrar.
Veja os números em Performance e o prédio em PINAH.


