Construção verde: o que muda no projeto e no canteiro
Projetos LEED no Brasil gastam em média 40% menos água e 30% menos energia. Como a Laguna aplica isso no projeto, na madeira FSC e no canteiro.

Em 2021, o US Green Building Council, entidade que criou a certificação LEED, colocava o Brasil em 5º lugar entre os países com maior volume de construções sustentáveis. Os números médios dos projetos certificados no país explicam o interesse: 40% menos consumo de água, 30% menos energia, 35% menos emissão de CO2 e 65% menos resíduos.
"O Brasil está em um crescente neste aspecto há muitos anos. Até os materiais de construção estão em constante evolução, inclusive com a possibilidade de obter selos verdes", disse na época Fabio Giamundo, diretor de Engenharia da Laguna.
Construção verde é isso na prática: uma soma de decisões que aparecem depois na conta de luz, na conta de água e no conforto de quem mora. Algumas são tomadas no papel. Outras, no canteiro.
A conta começa no projeto
Antes da primeira estaca, a construtora já sabe quanto cada ambiente vai consumir. "Uma construtora tem uma facilidade muito maior: ao viabilizar o produto, já contamos com uma consultoria para simular o consumo energético de cada ambiente, o tipo de parede, a espessura de vidro, as ventilações", explicou Giamundo.
Dessa simulação saem escolhas concretas. Vãos maiores para a luz natural entrar. Ventilação cruzada, que deixa o ambiente arejado sem depender do ar-condicionado. Vidros com desempenho térmico, que seguram o calor do lado certo da janela. O resultado é uma casa que pede menos energia, gasta menos água e atravessa melhor o inverno e o verão de Curitiba.
Madeira com origem conhecida
A Laguna compra madeira com o selo FSC, que atesta o sistema de reflorestamento do fornecedor. É um detalhe que o morador não vê no acabamento, mas que muda a conta ambiental da obra: a madeira deixa de ser um problema de origem e passa a ser um recurso renovável com rastreio.
O canteiro também conta
Segundo a Abrelpe, os resíduos de construção e demolição recolhidos no Brasil passaram de 33 milhões de toneladas em 2010 para 44,5 milhões em 2019. Boa parte desse volume poderia voltar para a cadeia produtiva, desde que fosse separada direito no canteiro. "Não é possível misturar resto de argamassa com gesso", resume Giamundo.

A separação abre caminho para a logística reversa. Em muitos canteiros, as próprias fábricas vão buscar o material que sobrou, o que facilita o reaproveitamento.
Um exemplo medido: o LLUM Batel
No LLUM Batel, na Avenida Visconde de Guarapuava, 5345, essas etapas viraram números. O projeto passou por simulação computacional de performance energética. Durante a obra, auditorias semanais de sustentabilidade acompanharam o controle de erosão, os resíduos e a qualidade do ar do canteiro. No fim, 75% dos resíduos foram redirecionados para reciclagem ou reúso, e 10% dos materiais vieram de matéria-prima reciclada. O LLUM foi o primeiro residencial do Brasil a receber a pré-certificação LEED Gold, concedida pelo GBC Brasil.
O que perguntar antes de comprar
Quem está escolhendo um apartamento pode fazer à construtora as mesmas perguntas que a engenharia faz ao projeto:
- o prédio tem ou busca certificação, como LEED ou WELL?
- a orientação solar e a ventilação cruzada foram estudadas?
- qual é o desempenho térmico dos vidros?
- há captação e reúso da água da chuva?
- existe geração de energia solar? Segundo a Absolar, o custo desses sistemas caiu 85% em dez anos até 2021, e Giamundo calculava retorno em cerca de cinco anos.
As respostas dizem mais sobre o prédio do que qualquer folheto. Um edifício verde se prova em medição, não em adjetivo.
Veja os dados do LLUM Batel e a página de performance dos prédios da Laguna.


