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Empresa B desde 2023: o ESG da Laguna em números

Em 2023, o Grupo Laguna virou Empresa B, uma de 18 da construção civil brasileira com o selo. Os números de prédio que sustentam o ESG.

Empresa B desde 2023: o ESG da Laguna em números

Em 2023, o Grupo Laguna se tornou Empresa B. Na época, era uma de 18 empresas brasileiras da construção civil com a certificação. O movimento global de Empresas B reconhece organizações que somam resultado econômico a bem-estar social e ambiental, e avalia, entre outros pontos, comunidade, governança e meio ambiente.

Por que ESG entrou na conta

ESG é a sigla em inglês para ambiental, social e governança. Em 2023, o relatório ESG Radar, da empresa de serviços digitais Infosys, ouviu mais de 2,5 mil executivos de empresas com receita anual acima de US$ 500 milhões, nos Estados Unidos, na França, na Alemanha, na China e na Índia. Noventa por cento disseram que as práticas ESG davam retorno financeiro. Dos que viram retorno, 41% o viram em dois a três anos. O mesmo estudo projetava que os investimentos em empresas com essa abordagem chegariam a US$ 53 trilhões em 2025, um terço dos ativos sob gestão no mundo.

Para uma construtora, a pergunta é como isso aparece no prédio.

O que a certificação olha dentro da empresa

No Grupo Laguna, as práticas avaliadas pelo selo incluem gestão de resíduos, treinamento em saúde e segurança dos colaboradores, gestão do clima organizacional, incentivo à mobilidade sustentável e monitoramento do consumo de energia e de água. Na parte social, a empresa apoia iniciativas de educação e responsabilidade social com colaboradores e comunidade, com voluntariado e doações.

O que aparece nos prédios

No TREVI Batel, em obras com entrega prevista para 2026, os painéis fotovoltaicos foram dimensionados para que a energia de cada apartamento carregue um carro elétrico com 38 km de autonomia por dia. Se o morador preferir, pode usar a mesma energia no consumo da casa, com economia de até 12%.

No AMPIO, entregue em dezembro de 2024 no Bigorrilho, a eficiência energética reduz em 41% a emissão de gases de efeito estufa. Entram nessa conta as placas fotovoltaicas que atendem parte das áreas comuns, as esquadrias de alto desempenho térmico e acústico, os vidros insulados ou laminados e os brises fixos e móveis da fachada.

Na Galeria Laguna, na Avenida do Batel, 1713, a economia e o reúso de água poupam o equivalente a 170 mil garrafas de 500 ml por ano, e a energia renovável gerada no local equivale ao plantio de 781 árvores. O lixo tem central própria, compostagem dos orgânicos e reciclagem por cooperativas parceiras. Na obra, mais de 80% dos resíduos foram desviados de aterros.

Vista aérea da Galeria Laguna com painéis solares

O selo de Empresa B mede a empresa. Os painéis, as esquadrias e a central de resíduos são onde essa medida vira coisa construída.

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