Galeria Laguna e Simões de Assis: as obras expostas em 2024
Em 2024, a Simões de Assis, galeria fundada em Curitiba em 1984, passou a fazer a curadoria das obras nos decorados da Galeria Laguna.

Em junho de 2024, a Galeria Laguna, na Avenida do Batel, 1713, recebeu clientes e convidados para uma conversa sobre a 60ª Bienal de Veneza. Quem conduziu foi a curadora Mariane Beline, da equipe da Simões de Assis, galeria de arte moderna e contemporânea fundada em Curitiba em 1984. O encontro selou uma parceria: a Simões de Assis passou a escolher as obras expostas nos decorados da Galeria Laguna.
Uma noite sobre Veneza
A conversa tratou das primeiras impressões da 60ª Bienal e de um fato que interessava de perto ao público brasileiro: Adriano Pedrosa foi o primeiro curador brasileiro em 130 anos de história da mostra.
Gabriel Raad, então diretor-geral da Laguna, aproveitou a noite para falar da parceria. "É um grande orgulho trabalhar com a Simões de Assis e acompanhar a trajetória da galeria ao longo dos anos", disse. Na mesma ocasião, anunciou que a galeria faria também a curadoria das áreas comuns do empreendimento seguinte da construtora, da escolha das peças até a instalação.
Em 2024, as obras expostas eram estas.
André Azevedo e o tecido
O artista curitibano trabalha o tecido como linguagem e como matéria, num experimento contínuo com técnicas construtivas têxteis. Na Galeria estavam "Versos 24", uma figura construída com costura sobre algodão cru, além de "Desenhos mecânicos" e "Macrocélula". Esta última ficou no decorado do TREVI Batel.
Frank Ammerlaan e os materiais
O holandês leva a pintura para o campo dos materiais. "Model for Consensus 2" usa resíduos de poeira e bordado sobre juta e linho. Uma segunda tela, sem título, mistura partículas de meteorito, pigmento, liga, pó e óxido metálico.

Romy Pocztaruk e o tempo
A artista brasileira cruza história, ciência, cinema e artes visuais em simulações de espaço e tempo. Na Galeria, ela estava representada pela fotografia "Red Sand (I)".
Completavam a seleção uma colagem da francesa Julia Kater e uma obra de José Bechara.
A escultura da entrada
Em 2024, quem chegava à Galeria Laguna passava por uma escultura de ferro fundido com mais de 3 metros de altura, assinada por Emanoel Araújo. A peça trata da vida e da trajetória do próprio artista e ficava logo na entrada, antes dos decorados.
Arte, aqui, entra no projeto como entra a planta ou o material da fachada: escolhida por alguém do ramo.
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