Green building: energia zero, biomimética e carbono incorporado
Energia zero, biomimética, carbono incorporado e energia renovável: as quatro tendências do green building e onde elas aparecem em Curitiba.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a construção civil responde por até 30% das emissões de gases de efeito estufa. Quatro tendências do green building, a construção verde, se consolidaram para reduzir esse número: o edifício de energia zero, a biomimética, o controle do carbono incorporado e a energia renovável.
Edifícios de energia zero
O edifício de energia zero, ou net zero energy, produz no local pelo menos a mesma quantidade de energia renovável que consome ao longo de um ano. Para chegar lá, primeiro corta o consumo, com luz e ventilação naturais e técnicas passivas de conforto térmico. Depois gera o que falta.
Em Curitiba, o exemplo está na Avenida do Batel, 1713: a Galeria Laguna gera com painéis solares toda a energia que usa e tem a certificação LEED Zero Energy.
Biomimética
A biomimética copia soluções da natureza. O caso mais citado é o Eastgate Center, no Zimbábue, que imita os cupinzeiros: um sistema de ventilação natural canaliza o ar, que troca calor com a estrutura do prédio e sai por cima, como numa chaminé. O edifício dispensa a climatização artificial convencional.
Em Benin, o arquiteto iraniano Sajjad Navidi projetou a Puffer Village, casas inspiradas no baiacu: um sistema flutuante enche e esvazia de ar para que as casas acompanhem a subida da maré.
Carbono incorporado
Carbono incorporado é a soma de todas as emissões ligadas a um edifício ao longo da vida dele: extração, fabricação e transporte de materiais, instalação, manutenção, operação e descarte. Medir esse número é o primeiro passo para reduzi-lo.
As respostas mais comuns são materiais que sequestram carbono, materiais recicláveis, insumos regionais, que viajam menos, e gestão responsável de resíduos. Na Laguna, a parceria com a Composta+, de coleta e compostagem de orgânicos, evitou a emissão de 338 m³ de gás metano entre janeiro e julho de 2022.
Energia renovável
A geração própria de energia solar no Brasil cresceu 42,8% entre janeiro e agosto de 2022, segundo mapeamento com dados da Aneel e da Absolar.
Nos residenciais da Laguna, a geração solar aparece nas áreas comuns. No ALMÁA Cabral, entregue em 2022, e no MAI Terraces, entregue em 2023, as placas fotovoltaicas suprem cerca de 30% do consumo. No VAZ Batel, entregue em 2024, a energia renovável atende 50% do consumo das áreas comuns.
As quatro tendências convergem no mesmo ponto: gastar menos para construir e para manter o edifício, e provar isso com medição.
Veja a página de performance e a Galeria Laguna.


