Iluminação natural no apartamento: como a Laguna desenha a luz
Do vidro piso-teto do ROC Batel ao átrio do TREVI: como a Laguna leva luz natural para dentro do apartamento sem transformar a sala em estufa.
O LLUM Batel tem a luz no nome: llum quer dizer "luz" em catalão. Em 2018, André Marin, então diretor de incorporação da Laguna, resumiu numa frase o critério por trás das fachadas da construtora: "Sabemos que por mais que o morador invista em um projeto de iluminação, nada é capaz de substituir os benefícios da luz natural."
A frase vira desenho em quatro decisões: o tamanho do vidro, o tipo de vidro, a altura do teto e o controle da luz que entra.
Vidro do piso ao teto
A primeira decisão é deixar a luz entrar. O EOS Barigui, entregue em 2016 perto do Parque Barigui, tem fachada em pele de vidro com vista panorâmica. O LLUM Batel, na Avenida Visconde de Guarapuava, foi desenhado por Flávio Schiavon com fachada panorâmica e esquadrias amplas. No ROC Batel, as esquadrias vão do piso ao teto nas suítes e nas áreas sociais. No MAI Terraces, em frente ao Parque Barigui, as janelas também são de vidro do piso ao teto.
Boa parte desses caixilhos é da Schüco, fabricante alemã de esquadrias e fachadas que fornece para os prédios da Laguna. Gustavo Campos, head de vendas e marketing da marca, explicou em 2018 o que se pede de uma fachada assim: "A fachada de um empreendimento deve levar em consideração alguns requisitos como design, conforto e segurança, além de preservar os recursos naturais." Na prática, isso significa alta resistência a vento e chuva, isolamento termoacústico e proteção contra os raios solares.
O tipo de vidro
Vidro demais sem critério vira estufa no verão e geladeira no inverno, e Curitiba tem os dois. Por isso a segunda decisão é o tipo de vidro. No EOS Barigui, todas as janelas têm vidros laminados com controle solar, e parte deles é duplo insulado, o que segura calor e som. No ROC Batel, a escolha entre vidro laminado e insulado foi feita unidade por unidade, a partir de simulação energética.
O resultado que se busca é simples de medir: luz de dia sem precisar acender lâmpada, e sem pagar essa luz em ar-condicionado.
Pé-direito alto leva a luz mais fundo
Quanto mais alto o teto, mais fundo a luz entra no ambiente. As residências da Laguna são projetadas com pé-direito elevado, e algumas unidades têm pé-direito duplo. No ROC Batel, todas as unidades têm pelo menos 3 metros livres, e algumas chegam a 6 metros. No MAI Terraces, as plantas duplex têm pé-direito duplo no living, e a entrada do apartamento decorado tinha 6,40 metros de altura. No MAI Home, no Ecoville, as residências duplex também têm pé-direito duplo.
O ganho vai além da luz: um volume maior de ar circula melhor e dá a sensação de espaço que nenhum móvel resolve.
Controlar a luz também é projeto
Luz natural sem controle ofusca. O ROC Batel resolveu isso na fachada, com painéis metálicos móveis em tons de cobre que o morador abre e fecha para dosar a sombra e a entrada de luz. O desenho tem referência na arquitetura industrial de Nova York.
O TREVI Batel, em obras na Rua Hermes Fontes, com entrega prevista para 2026, foi organizado em volta de um átrio, uma releitura dos pátios italianos. O pátio aberto no meio de cada torre leva luz e ventilação cruzada para os dois lados das unidades. O projeto segue o critério WELL Light, da certificação WELL, que trata a luz natural pelo efeito na saúde visual e no ciclo circadiano. Nas suítes, a persiana motorizada fica embutida na própria esquadria, para escurecer o quarto quando é hora de dormir.
Luz e conta de energia
Usar a luz do dia reduz o consumo de energia com iluminação, e um ambiente que recebe sol bem filtrado mantém temperatura mais estável ao longo do ano. É por isso que a decisão sobre a luz aparece cedo, na fachada, e não no fim, no projeto de interiores.
Veja os prédios: LLUM Batel, ROC Batel e TREVI Batel.


