Imóveis sustentáveis LEED: o Brasil no 4º lugar do ranking de 2018
Em 2018, o Brasil certificou 531 projetos LEED, com 16,74 milhões de m², e ficou em 4º no ranking mundial. Onde a Laguna entrava nessa conta.
Em 2018, o Brasil teve 531 projetos certificados pelo LEED, somando 16,74 milhões de metros quadrados brutos. O número deixou o país em quarto lugar no ranking anual de construções sustentáveis, atrás apenas de China, Canadá e Índia.
Os Estados Unidos ficam fora da lista. O LEED nasceu lá, os conceitos da certificação já fazem parte de várias políticas públicas americanas, e o país, com 33.632 construções certificadas, é tratado como hors concours. Completam o top 10 Coreia do Sul, Turquia, Alemanha, México, Taiwan e Espanha.
O que o ranking conta
A lista reúne os projetos reconhecidos pela Green Business Certification Inc. (GBCI), que administra o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Em 2019, o selo somava mais de 95 mil projetos certificados em mais de 167 países, o que fazia dele o programa de construção sustentável mais usado no mundo.
Um prédio certificado precisa provar que reduz o desperdício de água e de energia e as emissões de carbono. O efeito aparece na conta de quem ocupa o edifício, seja família ou empresa.
"Mesmo enfrentando um período longo de desafios políticos e econômicos, e que afetaram a construção civil, essa posição é mais que uma vitória para o movimento de construções sustentáveis", disse Felipe Faria, CEO do Green Building Council Brasil e presidente do Comitê Regional das Américas do World Green Building Council.
Quanto vale um prédio verde
Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) da mesma época mediu o efeito no preço: edifícios comerciais sustentáveis tinham valorização de 4% a 8% por metro quadrado. A estimativa para 2019 era de crescimento de cerca de 40% da construção verde no país, em relação ao ano anterior.
Curitiba na frente
No segmento residencial, especialistas tratavam Curitiba como um fenômeno. A cidade concentrava o maior número de pedidos de registro do país: 12. O Sul inteiro puxava a média para cima. "O número de lançamentos com certificação no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul é muito superior à média nacional e se aproxima de países da Europa, como a Alemanha", disse Bruno Martinez, engenheiro da consultoria Petinelli.
Os selos da Laguna em 2019
A conta curitibana passava pela Laguna. Em 2018, a construtora formalizou para o ALMÁA Cabral e o MAI Terraces o processo de certificação GBC Platinum, o primeiro desse nível no Brasil. Em novembro de 2019, o quadro de selos da empresa era este:
- Condomínio Industrial e Logístico São Carlos (SP): LEED Gold e Silver;
- Iguaçu 2820: LEED Gold;
- escritório da Laguna no Iguaçu 2820: LEED Platinum;
- LLUM Batel: pré-certificação LEED Gold e Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), do programa Procel Edificações;
- ROC Batel: em processo de certificação GBC Condomínio;
- ALMÁA Cabral e MAI Terraces: em processo de certificação GBC Platinum.
Os dois últimos foram entregues em 2022 e 2023. Naquele novembro de 2019, eram dois canteiros de obra disputando o selo mais alto do GBC Brasil.
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