Redução de emissões na Laguna: do AMPIO à Galeria Zero Carbon
O AMPIO, entregue em dezembro de 2024, emite 41% menos gases de efeito estufa. Como a Laguna reduz emissões na fachada, na energia e no material.

O AMPIO, entregue em 10 de dezembro de 2024 no Bigorrilho, reduz em 41% a emissão de gases de efeito estufa. O número sai de decisões de projeto: vidros insulados ou laminados, placas fotovoltaicas para parte do consumo das áreas comuns, brises fixos e móveis na fachada e esquadrias de alto desempenho térmico e acústico.
O contexto explica por que esse tipo de conta importa. Segundo o World Green Building Council, a construção civil responde por cerca de 30% das emissões de dióxido de carbono do mundo. O Acordo de Paris pede emissões líquidas zero até a metade do século para manter o aquecimento abaixo de 2 °C. Um edifício emite em todo o ciclo de vida: na fabricação do material, na obra e na energia que os moradores gastam por décadas.
AMPIO: menos máquina ligada
A lógica do AMPIO é deixar o prédio confortável sem depender de equipamento. As duas torres foram orientadas pelo sol, a Sole a leste e a Luna a oeste. Os brises regulam quanta luz entra. Vidros e esquadrias seguram calor e ruído. Com mais conforto térmico e luz natural, cai o uso de ar-condicionado, aquecimento e iluminação artificial, e com ele a emissão.
Galeria Laguna: emissão líquida zero

A Galeria Laguna, na Avenida do Batel, 1713, tem a certificação LEED Zero Carbon, que atesta emissão líquida de carbono igual a zero no período de um ano. É a mesma lógica dos edifícios net zero: no saldo anual, o prédio não devolve à atmosfera mais carbono do que compensa. Toda a energia da operação vem de fonte solar.
O edifício também passou por simulações computacionais de troca de ar. Um sistema automático, com filtros, renova o ar sempre que a concentração de CO2 sobe.
Projeto passivo: KAÁ e TREVI Batel
Projeto passivo é o que resolve luz e temperatura pela arquitetura, sem recurso mecânico. Conta a posição das janelas, a orientação dos ambientes em relação ao sol e ao vento e a escolha de elementos de sombreamento.

No KAÁ, no Bigorrilho, o projeto calculou a incidência de sol nas unidades e nas áreas comuns, e a topografia do terreno ajuda a luz a entrar de forma suave. As residências terraço e suspensas, com aberturas para fora, favorecem a ventilação natural e cruzada, o que reduz a necessidade de climatização.
No TREVI Batel, em obras na Rua Hermes Fontes, o átrio no meio de cada torre, releitura dos pátios italianos, leva luz e ventilação natural para o centro do edifício.
Material com menos carga

A emissão também está no que se compra. A Laguna segue o conceito WELL Materials: materiais com baixa emissão de compostos orgânicos voláteis e avaliação de produtos químicos de uso antigo nos itens escolhidos. Nos prédios com certificação GBC Condomínio, como o AMPIO, o PINAH e o VAZ Batel, a obra teve gestão de resíduos para reduzir o volume levado a aterro e escolha de materiais com melhor desempenho ambiental.
Todas essas decisões foram tomadas no projeto, antes da primeira laje.
Mais em Performance e no AMPIO.


