Mercado imobiliário de luxo em Curitiba: a Laguna na crise de 2016
Em 2016 a Laguna superou a meta de vendas; em abril de 2017, MAI Home e MAI Work passavam de 85% vendidos. O que veio depois.
Em abril de 2017, a Laguna fechava as contas de 2016 com a meta de vendas superada, num ano de economia em queda no país. O número que o diretor geral, Gabriel Raad, usava para mostrar o resultado era direto: o MAI Home e o MAI Work, então em obras na região do Barigui, já tinham mais de 85% das unidades vendidas.
"O Brasil passou por um ano difícil, mas soubemos atravessar este período sem nos fragilizar", disse Raad na época.
O que se esperava para 2017
André Marin, então diretor de incorporação, via os primeiros sinais de retomada no movimento dos estandes de venda. "Podemos notar uma recuperação da confiança dos investidores e compradores. É maior o número de pessoas que visitam nossos estandes e negociam com nossas equipes. Esse é um público que dispõe de recursos, mas aguarda sempre a melhor hora para investir."
Os motivos que ele listava eram de conjuntura: estoques baixos depois de alguns anos com poucos lançamentos em Curitiba, mais oferta de crédito e juros em queda.
O que veio depois
A retomada demorou mais do que o otimismo de 2017 sugeria. Em novembro de 2018, no evento em que a Ademi-PR entregou seus prêmios do ano, Fábio Tadeu Araújo, sócio-diretor da Brain Inteligência Corporativa, resumiu o período: de 2014 a 2018, o setor tinha passado pelo seu momento mais crítico, com perspectiva concreta de melhora para a incorporação só em 2019.
No meio disso, a Laguna cumpriu o que tinha prometido. O MAI Home, torre de 28 pavimentos e 32 unidades no Ecoville, com entrega anunciada para novembro de 2017, foi entregue em 23 de novembro de 2017.
Nova York e uma esquina do Batel
Em 2017, Marin também contava de uma viagem. "Estivemos em Nova Iorque recentemente para um benchmarking com o setor, a fim de trazer novidades em processos construtivos para os nossos projetos."
Naquele momento, um novo residencial estava em fase de definição na esquina da Rua Francisco Rocha com a Avenida Visconde de Guarapuava, uma das mais tradicionais do Batel. Virou o ROC Batel, lançado ainda em 2017: 31 residências de planta aberta, sem muros nem grades, inspiradas na arquitetura industrial nova-iorquina e no parque High Line. Em 2018, ainda em obra, o projeto rendeu à Laguna o prêmio Incorporador do Ano da Ademi-PR na categoria Sustentabilidade, na mesma noite em que a Brain fez aquele balanço da crise.
O que a Laguna construía
As residências suspensas que a Laguna tinha em obra em 2017 iam de 198 m² a 616 m². Traziam isolamento térmico e acústico, infraestrutura para automação e aspiração central, piso aquecido com termostato digital, elevadores com biometria, proteção perimetral e guarita blindada com eclusa. O LLUM Batel, uma delas, foi o primeiro residencial do Brasil a receber a pré-certificação internacional LEED nível Ouro.
Em abril de 2017, eram três obras em andamento: o LLUM, no Batel, e as torres MAI Home e MAI Work, no Barigui. As três foram entregues.
Veja os prédios: MAI Home, ROC Batel e LLUM Batel.


