Paisagismo com plantas nativas: as 13 araucárias do PINAH
No PINAH, no Bigorrilho, um terço do terreno virou bosque de 986 m² com 13 araucárias preservadas e espécies da Mata de Araucária.

O PINAH, na Alameda Presidente Taunay, no Bigorrilho, guarda 13 araucárias preservadas num bosque de 986 m², cerca de um terço do terreno de 3.000 m². O nome do prédio homenageia a pinha, o fruto dessas árvores. O paisagismo foi pensado a partir delas, com espécies nativas da Mata de Araucária.
Por que plantar o que é daqui

O Brasil tem a maior biodiversidade do planeta e, ao mesmo tempo, cerca de 90% da população vive em áreas urbanas. Segundo o Centro Nacional de Conservação da Flora (CNC Flora), o país tem perto de 45 mil espécies de plantas nativas, quase um quarto das plantas conhecidas no mundo.
No paisagismo, usar essas espécies tem três efeitos práticos:
- Água: plantas adaptadas ao clima pedem menos irrigação. Uma publicação da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos estima que o paisagismo sustentável pode reduzir o consumo de água em até 50%.
- Manutenção: adaptadas ao solo e ao clima, resistem melhor e dependem menos de insumos químicos.
- Fauna: fornecem abrigo e alimento para espécies silvestres, o que ajuda a manter o ecossistema em volta.
Há também a identidade. Uma planta nativa conta onde a casa está.
O bosque do PINAH
O paisagismo do PINAH é de Felipe Reichmann. "Tiramos partido de um grande espaço, composto por belíssimas araucárias. Nossa intenção é transformar parte do PINAH num verdadeiro bosque com a introdução de espécies características da Mata de Araucária que atraiam principalmente a avifauna", disse o paisagista.
Além das araucárias, o bosque recebeu árvores nativas frutíferas, escolhidas para atrair aves como a gralha-azul, beija-flores e tucanos.
A arquitetura em volta das árvores
O projeto de arquitetura, do escritório Baggio Schiavon, elevou os apartamentos quase 4 metros acima do nível da rua. "Buscamos integrar os espaços fechados aos espaços abertos com a utilização de muito vidro, varandas e implantação de áreas verdes. Não só do bosque, mas nas sacadas e terraços", disse o arquiteto Flavio Schiavon.
O verde também tem função no dia a dia. O prédio tem horta e pomar para os moradores, e a água da chuva é reaproveitada na irrigação do jardim e na limpeza das áreas comuns. A certificação GBC Condomínio Ouro atesta essas práticas.
Antes da obra, em 17 de outubro de 2020, parte do terreno foi aberta ao público como Jardim PINAH, também com paisagismo de Felipe Reichmann. "O terreno tem uma natureza e um clima ímpares. Por que não oferecer esse espaço para outras pessoas vivenciarem a experiência PINAH?", disse na época André Marin, então diretor de incorporação da Laguna.
O PINAH foi entregue em 2024, com 32 residências de 169 a 447 m² em 10 pavimentos. As 13 araucárias que estavam no terreno continuam lá.
Veja o prédio em PINAH.


