Tecnologia sustentável na construção civil: o que a Laguna aplica
Paisagismo nativo, simulação de conforto, LEED Zero: as tecnologias sustentáveis que aparecem nos prédios da Laguna, do PINAH à Galeria.

A Galeria Laguna, na Avenida do Batel, 1713, tem as quatro certificações LEED Zero, de energia, água, resíduos e carbono, concedidas pelo U.S. Green Building Council com base em dados reais de operação. É o caso mais completo de um conjunto de tecnologias que a construção civil vem adotando: geração solar, reúso da chuva, implantação pensada para luz e vento, materiais de baixo impacto e iluminação eficiente.
Duas referências de fora
Há décadas o mundo testa esses caminhos. Nos anos 1970, o arquiteto Michael Reynolds começou a construir as Earthships em Taos, no Novo México: casas autossuficientes, com paredes de pneus cheios de terra para isolamento térmico, estufas internas para cultivar alimento, ventilação cruzada e energia solar.
Em Lausanne, na Suíça, a Olympic House, sede do Comitê Olímpico Internacional projetada pelo escritório dinamarquês 3XN com a suíça Itten+Brechbühl, reaproveitou ou reciclou 95% dos materiais dos antigos prédios administrativos do comitê e recebeu o LEED Platinum e o Minergie-P.
Paisagismo nativo
Nos prédios da Laguna, uma das tecnologias mais visíveis é a mais antiga: planta nativa. Ela pede menos manutenção e menos água, recompõe o ecossistema e dá alimento e abrigo a aves e insetos.
O KAÁ, cujo nome em tupi-guarani quer dizer mata ou folha, tem jardins de espécies nativas adaptadas ao clima de Curitiba em todos os pavimentos e nas áreas externas.
No PINAH, quase um terço do terreno é um bosque de 986 m², com 13 araucárias preservadas e outras 84 árvores nativas. Janelas grandes, sacadas e floreiras levam o olhar dos apartamentos para o bosque ou para a Praça da Espanha.
No TREVI Batel, o paisagismo usa plantas comuns nas casas antigas do Batel, muitas trazidas por imigrantes italianos, e, junto com o átrio central, faz uma releitura dos cortiles, os pátios internos da arquitetura italiana.
No JOÁ, em obras no Cabral, o paisagismo de Felipe Reichmann desenha uma curva na área posterior da torre e liga piscinas interna e externa, salão de festas, terraço, espaço pet e playground. As áreas comuns são de João Armentano.

Conforto calculado
A norma ASHRAE, da Sociedade Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar-Condicionado, orienta os projetos da Laguna em ventilação, qualidade do ar e climatização. Ainda no projeto, simulações em computador medem o desempenho ambiental do edifício ao longo do ano. Daí saem brises e vidros de alta performance para controlar o sol, soluções de isolamento acústico e sistemas de monitoramento do ar.
Certificação como prova
As tecnologias são conferidas por selos externos. A Laguna foi a primeira representante do Brasil no WELL Portfolio, o grupo de empresas comprometidas com o selo de saúde e bem-estar, que avalia dez categorias: água, ar, comunidade, conforto térmico, luz, materiais, mente, movimento, nutrição e som.
Nos selos LEED e GBC Condomínio, os itens conferidos incluem louças e metais de baixa vazão, monitoramento de monóxido de carbono nas garagens, medição individual de água e energia, reúso de água da chuva e de águas cinza, separação de resíduos, paisagismo nativo, renovação de ar nas áreas comuns, irrigação eficiente, painéis fotovoltaicos nas áreas comuns e vagas com carregador para carro elétrico.
Em março de 2026, o portfólio era este:
- BIOOS: primeiro do país a buscar ao mesmo tempo WELL, LEED e GBC, com uma torre de saúde e outra de moradia para o público 60+;
- ZAHI Taunay, TREVI Batel e KAÁ: em processo de certificação WELL e LEED;
- VAZ Batel: WELL Gold e GBC;
- LLUM Batel: primeiro residencial do Brasil com pré-certificação LEED Gold e, em 2021, vencedor do LEED Homes Awards.
A Galeria como laboratório

Na Galeria Laguna, as tecnologias trabalham juntas: energia só solar, captação e potabilização da água da chuva, mais de 97% dos resíduos desviados de aterros e compensação integral das emissões de carbono. Ventilação automatizada e monitoramento do ar em tempo real cuidam do conforto de quem está lá dentro.
Das Earthships à Galeria, a tecnologia sustentável que funciona é a que se mede depois de pronta.
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