Vidro na arquitetura: laminado, insulado e low-e em Curitiba
Vidro insulado corta até 40 dB de ruído, contra 25 dB do laminado comum. Como a Laguna escolhe o vidro para o clima de Curitiba.

No EOS Barigui, entregue em 2016 na Rua Padre Agostinho, 2.545, a fachada é uma pele de vidro, e a escolha de cada vidro foi tratada como questão de clima. "Investimos em isolamento térmico, essencial em uma cidade de clima oscilante como Curitiba, com vidros laminados e duplos insulados, que bloqueiam tanto o calor, como o som", disse Fabio Siqueira Giamundo, diretor de engenharia da Laguna.
Em Curitiba, o vidro também faz parte do isolamento da casa.
Três vidros, três funções
O vidro laminado tem uma película plástica de PVB (polivinil butiral) entre duas lâminas. Se quebra, os cacos ficam presos à película, e a camada intermediária ajuda a segurar o som.
O vidro insulado é formado por duas lâminas separadas por uma camada de ar ou gás. Essa câmara reduz a troca de calor entre dentro e fora e corta mais ruído: até 40 dB, contra cerca de 25 dB de um laminado comum.
O vidro de controle solar recebe camadas metalizadas na superfície, que refletem parte da radiação. O low-e é um tipo dele, pensado para climas frios: leva uma camada fina de prata que filtra os raios solares, deixa a luz entrar e segura o calor dentro de casa. Também bloqueia parte da radiação UV.
Luz natural sem calor demais
A outra função do vidro é deixar a luz entrar. Luz natural reduz o uso de iluminação artificial e cansa menos a vista. Pesquisa citada pela revista americana Consumer Reports associa a exposição ao sol à produção de serotonina, hormônio ligado ao sono e ao humor.
O desafio é ter luz sem transformar a sala numa estufa no verão nem perder calor no inverno. Por isso, o vidro certo depende da orientação de cada fachada.
Nos prédios da Laguna
No PINAH, no Bigorrilho, a especificação inclui vidros solares low-e, laminados ou insulados, combinados com esquadrias termoacústicas de alta performance.
No VAZ Batel, na Avenida Vicente Machado, 1.056, os vidros solares, laminados ou insulados foram definidos por consultoria para cada unidade. O prédio chegou a um nível de conforto lumínico de 95%, acima do exigido pela NBR 15.575.
No BIOOS, no Alto da Glória, a especificação segue a mesma lógica, com vidros insulados nas unidades e esquadrias termoacústicas.

Amplitude e integração
Dentro de casa, o vidro integra ambientes sem fechar a vista. Separa a cozinha da sala, a suíte do closet, a área interna da sacada, e mantém a sensação de espaço. Esquadrias do piso ao teto fazem o mesmo com a cidade lá fora.
Num clima como o de Curitiba, o vidro bem escolhido é o que permite ter janela grande e casa confortável ao mesmo tempo.
Veja o PINAH, o VAZ Batel e o EOS Barigui.


