Energia solar residencial: os 23 módulos fotovoltaicos do LLUM Batel
Na cobertura do LLUM Batel, 23 módulos fotovoltaicos atendem 7,6% do consumo das áreas comuns. Como funciona a energia solar num prédio.

Na cobertura do LLUM Batel, na Avenida Visconde de Guarapuava, 5345, 23 módulos fotovoltaicos transformam luz do sol em eletricidade para o próprio prédio. A geração local atende 7,6% do consumo das áreas comuns, com possibilidade de ampliação para 12,2%. Parece pouco. É de propósito: no LLUM, o sol é uma das medidas que fizeram dele o primeiro residencial do Brasil com pré-certificação LEED Gold, e não a única.
O que é energia solar

Energia solar é a energia que vem da radiação do sol, e tanto a luz quanto o calor podem ser convertidos em eletricidade ou em calor útil. É limpa e renovável. O Brasil tem bom potencial: a região menos ensolarada do país recebe um índice de radiação cerca de 40% maior que a Alemanha, uma das referências no uso dessa fonte.
O aproveitamento depende de instalação e manutenção. Os painéis precisam ficar nas partes mais altas da construção, onde a incidência de sol é maior, e o sistema precisa estar bem dimensionado para não desperdiçar o que gera. No Brasil, três tecnologias são as mais usadas.
Fotovoltaica, a que vai na cobertura
É a do LLUM. Materiais semicondutores, como o silício cristalino, convertem a luz diretamente em eletricidade. As células são montadas em painéis que as protegem, e os painéis, ligados entre si, formam o sistema fotovoltaico. Ele tem os seguintes componentes:
- painéis solares;
- inversor solar;
- sistema de fixação das placas;
- cabeamento;
- conectores e demais materiais elétricos.
Térmica e heliotérmica
A energia solar térmica usa painéis simples que transferem o calor da radiação para a água ou o óleo que passa dentro deles. Uma das primeiras aplicações registradas foi no deserto do Saara, na década de 1910, quando um motor foi movido a vapor produzido pela água aquecida ao sol.
A heliotérmica é indireta. Espelhos concentram o calor do sol num receptor, que aquece um fluido térmico. Esse fluido aquece a água, o vapor movimenta turbinas e as turbinas acionam um gerador.
Por que 7,6% já é resultado
Numa torre de 20 pavimentos, a cobertura é pequena perto do consumo do prédio inteiro. Por isso a energia solar no LLUM vem junto com medidas que reduzem o consumo antes de gerar: simulação computacional de desempenho energético ainda na fase de projeto, fachada panorâmica e esquadrias amplas que puxam a luz natural para dentro, e acabamentos externos que diminuem a ilha de calor.
A consultoria Petinelli, que acompanhou a certificação, chegou a apresentar o LLUM como o edifício residencial mais eficiente do Brasil.
A conta funciona nos dois sentidos. Quanto menos o prédio gasta, maior a parte que o sol consegue cobrir. O LLUM foi entregue em 2019, com os 23 módulos na cobertura.
Veja o prédio em LLUM Batel e os números de desempenho em Performance.


