Esquadrias na decoração: o caixilho preto do ROC Batel
No ROC Batel, esquadrias pretas do piso ao teto contrastam com painéis metálicos na fachada. O que isso ensina sobre esquadrias na decoração.

No ROC Batel, na Rua Francisco Rocha, 165, as esquadrias das suítes e das áreas sociais vão do piso ao teto. Na fachada, os caixilhos pretos ficam atrás de painéis metálicos móveis em tons de cobre, e é desse contraste que nasce a cara do prédio.
Esquadria é a armação que sustenta portas, janelas e portões. A função original é técnica: controlar a entrada de luz, a ventilação e o ruído de fora. Com o tempo, ela passou a ser também um elemento de desenho, tanto na fachada quanto no interior.
O que a esquadria faz no ROC

Antes de ser bonita, a esquadria do ROC precisa funcionar. São esquadrias de alumínio de alta performance, com vidros laminados ou insulados escolhidos por simulação energética, unidade a unidade. O vidro certo deixa entrar luz sem trazer junto o calor ou o barulho da avenida.
Isso faz parte do projeto termoacústico do prédio. "A Laguna busca investir em tecnologias que assegurem a redução de ruídos no interior das unidades e a máxima eficiência energética. Por isso, o ROC traz um projeto termoacústico personalizado para cada uma das unidades", explicou André Marin, diretor de incorporação da Laguna.
O caixilho como desenho
A inspiração do ROC é a arquitetura industrial de Nova York, dos galpões convertidos em loft. Nesse vocabulário, a esquadria escura é quase uma assinatura: cinza, preta ou marrom, ela desenha a parede de vidro como se fosse uma grade de linhas finas.
No ROC, a escolha foi o preto. Contra os painéis de metal da fachada, o caixilho escuro cria um jogo de luz e sombra que muda conforme os painéis se movem. Como cada morador decide a posição dos seus painéis, a fachada nunca fica igual.
Três usos da esquadria dentro de casa
A lógica do ROC serve para quem pensa em usar esquadrias na decoração de qualquer casa.
Delimitar sem fechar. Uma esquadria de vidro separa dois ambientes sem cortar a luz. No banheiro, por exemplo, ela pode marcar a área do chuveiro.
Emoldurar a vista. Janelas grandes trazem luz e ventilação natural e transformam a paisagem em parte do interior. O caixilho funciona como moldura. Na piscina coberta do ROC, as grandes aberturas têm exatamente esse papel.
Conversar com a planta aberta. O ROC adota o conceito Open Plan, com plantas que podem ser montadas com ou sem paredes. Num espaço assim, uma esquadria interna pode separar a cozinha do living sem perder a continuidade, como faziam os lofts nova-iorquinos que serviram de referência.
A esquadria escolhida junto com o resto
O erro mais comum é tratar a esquadria como item de catálogo, escolhido no fim da obra. No ROC, ela foi decidida junto com o pé-direito, que é de pelo menos 3 metros em todas as unidades e chega a 6 metros em algumas. Uma esquadria do piso ao teto num pé-direito alto muda a proporção do ambiente inteiro.
Quando material, cor e vidro são decididos junto com a arquitetura, a esquadria deixa de ser acabamento e passa a ser parte da estrutura do desenho. No ROC Batel, ela é a primeira coisa que se vê da rua.
Veja o prédio em ROC Batel.


