A fachada do ZAHI Taunay: prisma, araucária e painéis ultracompactos
Desenhada por Thiago Bernardes em torno de uma araucária, a fachada do ZAHI Taunay é ventilada e revestida com painéis ultracompactos.

A fachada do ZAHI Taunay, na Alameda Presidente Taunay, 261, no Batel, foi desenhada em torno de uma araucária. A árvore, que já estava no terreno de 3.200 m², definiu a geometria, o recuo e a relação do prédio com a rua no projeto da Bernardes Arquitetura para a Laguna. A torre está em obras, com entrega prevista para 2028.
O recuo e o prisma

O croqui de Thiago Bernardes mostra a decisão principal: recuar a torre. Com o recuo, a araucária, símbolo do Paraná, fica voltada para o espaço público, a calçada se alarga e a paisagem da rua ganha. A implantação segue o sol ao longo do dia, buscando privacidade, conforto e luz para quem mora.
"Chegar em Curitiba, andar pelo bairro, sentir o clima… foi especial para nós. Neste projeto, a araucária na frente do terreno apontou a busca pela melhor orientação solar, vista e privacidade", explica o arquiteto.
O volume tem formato de prisma, com vértices marcados e contornos paralelos que acompanham o percurso do sol. Esses vértices dão ao prédio a sua identidade e fazem a transição entre o espaço público e o privado.

A fachada ventilada
O ZAHI terá fachada ventilada. Entre a parede e o revestimento externo fica um espaço por onde o ar circula, o que reduz o calor que chega às unidades e alivia o trabalho do ar-condicionado.
O revestimento é feito de painéis de material ultracompacto de alto desempenho. As propriedades listadas para o material:
- resistência a raios UV, sem perder cor e aparência com o tempo;
- variação de cor muito baixa depois de longa exposição ao sol;
- superfície não porosa, resistente a manchas e fácil de limpar;
- material leve, que contribui para a eficiência energética;
- estabilidade dimensional e alta durabilidade;
- baixa absorção de água;
- resistência a gelo e degelo;
- material à prova de fogo;
- resistência a abrasão e riscos.
Numa fachada, a lista se traduz em menos manutenção ao longo dos anos e em cor estável sob o sol.
Luz e calor
O tamanho das aberturas foi calculado para cada residência. A luz entra de forma difusa e indireta, preserva a cor dos objetos e reduz o ofuscamento. Com isso, de 62% a 94% da área dos apartamentos não precisará de luz artificial durante 50% das horas do ano, das 8h às 18h.
Os painéis ajudam nessa conta, porque reduzem a absorção excessiva de calor e o desgaste causado pela radiação solar sem comprometer o conforto visual.
A luz é também critério da certificação WELL, que o ZAHI busca junto com a LEED. O WELL trata a iluminação natural como parte da regulação do ritmo circadiano, com efeito sobre o humor e a concentração.

Na fachada do ZAHI, a forma e o desempenho saem da mesma decisão: deixar a araucária na frente e o sol entrar.
Mais sobre o prédio em ZAHI Taunay.


