Dia Nacional da Inovação: o piso hidrônico e os testes do ZAHI
No ZAHI Taunay, a Laguna trocou o cabo elétrico do piso aquecido por água circulante, com economia estimada de até 5 vezes em simulação.

O Dia Nacional da Inovação, 19 de outubro, homenageia Alberto Santos Dumont, que nessa data, em 1901, contornou a Torre Eiffel, em Paris, num dirigível. Em 2025, a Laguna usou a data para mostrar onde está a inovação dos seus prédios: menos na fachada e mais no que se mede antes de construir. O exemplo é o ZAHI Taunay, na Alameda Presidente Taunay, 261, no Batel, com entrega prevista para 2028.
Medir antes de decidir

A Laguna testa o desempenho dos projetos com simulações térmicas, ensaios acústicos e testes dos sistemas hidráulico e energético. Os números orientam as escolhas de material e de sistema, e o que funciona passa para o projeto seguinte.
No ZAHI, as simulações chegaram a estes resultados:
- conforto térmico em 85% a 93% das horas do ano, pelo critério da norma americana ASHRAE 55;
- até 94% da área dos apartamentos sem necessidade de luz artificial, considerando o parâmetro do WELL de 300 lux em 50% das horas do ano, das 8h às 18h;
- tubulação mineralizada 14% mais densa que a convencional, com 23% menos ruído na passagem da água, e anéis de vedação bilabiais que isolam a vibração entre tubo e estrutura, caminho de cerca de 70% do som;
- tubulação PEX ponto a ponto, com cerca de 65% menos possibilidade de vazamento;
- manta térmica na água quente, com até 3 vezes de economia de gás;
- paredes internas em drywall, que somam de 3% a 4% de área útil, cerca de 9 m² num apartamento de 241 m².
A Laguna faz uma ressalva: os dados vêm de estudos feitos para o ZAHI e refletem as condições desse projeto.
O piso que aquece com água

A mudança mais visível está no piso aquecido. No ZAHI, ele deixa de ser elétrico e passa a ser hidrônico.
O sistema convencional usa cabos calefatores, resistências elétricas sob o piso. O hidrônico usa tubulações sob o contrapiso por onde circula água aquecida, distribuída por uma central hidráulica e bombas de circulação. Termostatos controlam a temperatura, e a massa do piso guarda o calor e o espalha de maneira uniforme.

No ZAHI, o piso aquecido vai estar nas suítes, na circulação e nos banheiros.
Por que água e não cabo

Há quatro razões técnicas.
A primeira é eficiência. Bem isolado, o sistema hidrônico aquece grandes superfícies com menos perda de energia, porque trabalha com temperaturas de água e troca de calor mais controladas que a resistência elétrica.
A segunda é integração. O circuito do piso se liga ao recirculador de água quente do edifício, e o calor gerado pode servir a outras demandas, como pré-aquecimento e manutenção da temperatura do boiler.
A terceira é a rede elétrica. Sem cabos aquecendo o chão, caem os picos de consumo da residência, o que muda o dimensionamento elétrico e o custo de operação. Com tubulação PEX, a manutenção também fica mais simples.
A quarta é o controle. Os termostatos trabalham por zonas, e o morador aquece só o ambiente que está usando.
Somando tudo, as simulações calibradas com os dados do ZAHI estimam uma economia de energia de até 5 vezes, conforme o cenário de uso.
Ar e umidade

O ar também entra na conta. O ZAHI terá monitoramento em tempo real de CO, CO₂ e partículas voláteis, com renovação automática do ar nas garagens e áreas comuns. Os banheiros terão exaustão mecânica com vazão maior que a dos sistemas convencionais, o que reduz umidade e odor. A churrasqueira de cada unidade terá dutos e coifa dimensionados para ela.
Um prédio como laboratório
Cada projeto da Laguna leva o que foi aprendido no anterior. No ZAHI, o aprendizado virou número: horas de conforto, decibéis, litros, metros quadrados, quilowatts. A inovação que a data celebra está nesses números.
Mais sobre o prédio em ZAHI Taunay e sobre o método em Performance.


