Open plan no ROC Batel: 31 residências com ou sem paredes
No ROC Batel, na Rua Francisco Rocha, 165, cada uma das 31 residências podia ser montada com ou sem paredes, sob pé-direito de pelo menos 3 metros.

O ROC Batel, na Rua Francisco Rocha, 165, no Batel, foi lançado em 2017 com 31 residências e uma proposta que estava no próprio nome: ROC quer dizer Residence Open Concept. Cada comprador podia decidir se a sua planta teria paredes ou não.
Open plan é o nome em inglês para planta aberta. Em vez de um apartamento já dividido em quartos, sala e cozinha, o morador recebe um espaço amplo e escolhe onde quer as divisórias. No ROC, essa escolha valia para unidades de 104 m² a 314 m² de área privativa, com 1 a 3 suítes.
A referência são os lofts de Nova York

Quem assina os interiores do ROC é a arquiteta Fernanda Marques, ganhadora de quatro prêmios AD italianos, com escritórios no Brasil, na Inglaterra, em Portugal e na Suíça. Para ela, a principal inspiração do open space são os lofts nova-iorquinos: galpões grandes, de pé-direito alto, onde a casa se organiza sem corredor.
A arquiteta resume a ideia em três palavras. "Escolher como morar. Talvez essa seja a definição mais ampla e completa do conceito Open Plan proposto pela construtora para o ROC. O objetivo é permitir que os moradores decidam como morar baseados nas suas necessidades e estilo de vida."
Na prática, isso significa que dois apartamentos de mesma metragem podem ter usos opostos. Um casal sem filhos abre tudo e transforma o andar num grande living. Uma família fecha mais um quarto. A estrutura é a mesma.
Duas famílias de planta
O ROC foi dividido em dois grupos. As Open Residences vão de 104 m² a 141 m². A Penthouse Collection, nos andares mais altos, vai de 280 m² a 314 m². Nas duas, a planta pode ser personalizada.
"A planta aberta permite a flexibilidade de poder escolher um quarto sem divisórias, living ampliado ou sala de estar com varanda gourmet", explica Fernanda Marques.
O pé-direito é o que faz a planta aberta funcionar
Um espaço sem paredes e com teto baixo parece um corredor largo. Por isso a altura foi decidida junto com a planta. Todas as unidades do ROC têm pé-direito livre de pelo menos 3 metros, e algumas chegam a 6 metros, com pé-direito duplo.
"Empreendimentos com um pé-direito elevado trazem consigo sensações de espaço, beleza e luxo", diz a arquiteta.
A luz completa a conta. Nas suítes e nas áreas sociais, as esquadrias vão do piso ao teto, com vidros laminados ou insulados escolhidos por simulação energética. Num apartamento sem paredes internas, a luz que entra pela fachada chega mais longe, e é ela que dá forma aos ambientes durante o dia.
Planta aberta também por fora
O conceito não parou na porta. O ROC não tem muro nem grade, e o térreo conversa com a calçada da esquina da Rua Francisco Rocha com a Avenida Visconde de Guarapuava. A segurança fica por conta de eclusa social e de serviço, guarita blindada, porte-cochère e fechadura biométrica na porta principal.
"A Laguna trabalhou para entregar residências para viver e morar, em vez de apartamentos com plantas padrão. O conceito Open Plan estará presente de dentro para fora do empreendimento na integração com a cidade e invadindo as ruas do bairro, sem muros", disse Fernanda Marques em 2018.
Hoje o ROC está entregue, e cada uma das 31 residências mostra o resultado da mesma pergunta feita a cada comprador: quantas paredes você quer?
Veja o prédio em ROC Batel.


