High Line: o parque de Nova York que inspirou o ROC Batel
Uma ferrovia elevada de 1930 que virou parque em 2009, com 2,5 km: o High Line foi a referência da Laguna para o ROC Batel, no Batel.

O High Line, em Nova York, tem cerca de 2,5 km de extensão e atravessa três bairros de Manhattan: Meatpacking, West Chelsea e Hell's Kitchen. Foi esse parque linear que a Laguna tomou como referência para desenhar o ROC Batel, na Rua Francisco Rocha, 165, em Curitiba.
Uma ferrovia que virou parque

O High Line ocupa uma antiga via férrea elevada no West Side de Manhattan, construída em 1930. A linha de trem trouxe para a região indústrias e empresas de transporte. Quando o parque foi aberto, em 2009, os galpões e fábricas em volta viraram galerias de arte, estúdios de design, museus, lojas, cafés e restaurantes, todos a uma curta caminhada uns dos outros.
O parque fica suspenso a 8 metros de altura. Lá em cima, mais de 200 espécies de plantas convivem com os prédios de Manhattan, e bancos para leitura e descanso reúnem turistas e moradores.
O que interessou à Laguna foi menos o jardim e mais o efeito: um bairro industrial que passou a ser vivido a pé, com a rua como extensão da casa.
O Batel também era industrial
A comparação tem base. Assim como os arredores do High Line, o Batel já foi um bairro industrial e residencial. Hoje é um dos endereços mais procurados de Curitiba, e o ROC foi pensado para conversar com essa história.
"O projeto é resultado de uma soma muito rica de experiências: ouvimos os moradores do Batel, visitamos empreendimentos nova-iorquinos, investimos em conceitos e tecnologias de padrão internacional que permitirão aos moradores viver com segurança, mas sem muros e numa relação afetiva com o bairro", disse Gabriel Raad, então diretor geral da Laguna.
O que veio de Nova York
Três coisas do ambiente do High Line aparecem no ROC.
A primeira é a mistura de materiais. O tijolo (o "brick" das fachadas nova-iorquinas), o metal, o concreto e a pedra, em tons terrosos, compõem o prédio por dentro e por fora.
A segunda é a fachada. Painéis metálicos móveis, em tons de cobre, criam um jogo de luz e sombra que muda ao longo do dia. Eles dão privacidade e deixam cada morador escolher quanta luz natural quer dentro de casa.
A terceira é a relação com a rua. O ROC não tem muro nem grade. No lugar, um pocket park, miniparque com passarela suspensa em volta de uma araucária preservada no terreno, painel com floreiras e quedas d'água, lounge com lareira ecológica e horta.
O prédio em números
São 31 residências de 1 a 3 suítes, de 104 m² a 314 m² de área privativa, todas com pé-direito livre de pelo menos 3 metros. As plantas seguem o conceito Open Plan e podem ser montadas com ou sem paredes, outra herança dos lofts de Nova York.
Em 2018, ainda em obra, o projeto rendeu à Laguna o prêmio Incorporador do Ano da Ademi-PR na categoria Sustentabilidade.
O ROC está entregue. A araucária continua no mesmo lugar, agora com uma passarela em volta.
Veja o prédio em ROC Batel.


